Anais
Resumo do trabalho
Gestão Socioambiental · Gestão Ambiental
Título
Sustentabilidade em gestão no Brasil: tensões entre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e práticas territoriais
Palavras-chave
ODS
Gestão pública
Território
Autores
-
Suzanny Barreto da SilvaUNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE (UFF)
-
Sérgio MontalvãoUNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE (UFF)
Resumo
Introdução
A sustentabilidade tornou-se um princípio estratégico global, mas sua aplicação no Brasil revela tensões entre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e as práticas territoriais. Este estudo examina como a literatura nacional tem abordado essas contradições, destacando a importância de considerar as realidades locais na implementação da Agenda 2030.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Como os estudos brasileiros em gestão evidenciam as tensões entre os ODS e as práticas territoriais? O objetivo é analisar criticamente essas relações, mapeando desafios e estratégias adotadas na adaptação dos modelos globais aos contextos locais.
Fundamentação Teórica
A sustentabilidade é entendida como conceito em disputa, exigindo articulação entre marcos globais e saberes territoriais. A gestão territorial aparece como alternativa à aplicação padronizada dos ODS, destacando o papel das comunidades na construção de políticas sensíveis à diversidade sociocultural e ambiental.
Discussão
O estudo revela tensões recorrentes: apropriação simbólica dos ODS, fragmentação institucional e invisibilização de saberes locais. No entanto, identifica também experiências de ressignificação, como comitês gestores locais, tecnologias sociais e redes intermunicipais, que demonstram possibilidades de inovação e territorialização efetiva dos ODS.
Conclusão
Embora os ODS sejam amplamente utilizados como referência, sua aplicação enfrenta limites estruturais. Em contrapartida, experiências locais mostram que a sustentabilidade pode ser reconstruída a partir de práticas situadas, valorizando saberes comunitários e fortalecendo a gestão democrática.
Contribuição / Impacto
A pesquisa oferece uma síntese crítica da produção acadêmica brasileira, contribuindo para o debate sobre gestão pública da sustentabilidade. Destaca a necessidade de repensar políticas, instrumentos e indicadores a partir das realidades locais, reforçando a importância da escuta e da participação social.
Referências Bibliográficas
Referencial teórico baseado em autores clássicos como Sachs (2004), Leff (2010) e Acosta (2016), que discutem sustentabilidade crítica e territorial. No contexto brasileiro, destacam-se Jacobi (2013) sobre governança participativa e Brandão, Galvão e Leite (2013) com a proposta de gestão territorial da sustentabilidade. Os estudos empíricos analisados incluem contribuições de Mamede, Amaral e Benites (2023), Negrini e Rossit (2024), Machado, Maciel e Thiollent (2021) e Hendler et al. (2021).