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Anais

Resumo do trabalho

Administração Pública · Gestão e Inovação em Políticas Públicas

Título

QUANDO A TRANSIÇÃO JUSTA ENCONTRA A RESILIÊNCIA: UM ESTUDO SISTEMATIZADO SOBRE TRANSIÇÕES SUSTENTÁVEIS

Palavras-chave

Transição Justa Resiliência Revisão Sistemática da Literatura

Autores

  • Antonio Lucas de Oliveira Lima
    UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ (UFPR)
  • Rodrigo Luiz Morais-da-Silva
    UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ (UFPR)

Resumo

Introdução

Desafios globais como mudanças climáticas e desigualdades exigem transições sustentáveis que promovam transformações sociotécnicas profundas. Nesses processos, políticas públicas têm papel central na articulação de setores e territórios. Em países do Sul Global, é crucial integrar justiça social e resiliência, ampliando a capacidade de adaptação e corrigindo desigualdades históricas, rumo a uma transição justa.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Nesse contexto, esta pesquisa objetifica analisar como as perspectivas de transição justa e resiliência têm sido abordadas em conjunto na literatura. Portanto, nosso estudo busca mapear os enfoques predominantes nos artigos; destacar caminhos analíticos já consolidados e apontar lacunas para futuras investigações. Este estudo realiza uma Revisão Sistemática da Literatura.

Fundamentação Teórica

A transição justa propõe distribuir custos e benefícios das mudanças climáticas de modo equitativo, unindo justiça social e ambiental (Wang e Lo, 2021). A resiliência, originada na ecologia como capacidade de absorver choques (Holling, 1973), evoluiu para abranger dimensões sociais e institucionais. Hoje, é vista como processo de adaptação frente a incertezas (Raetze et al., 2022).

Discussão

A análise identificou quatro formas de articulação entre transição justa e resiliência: (1) resiliência como caminho para a transição justa, ao fortalecer capacidades locais e promover inclusão social; (2) transição justa como via para a resiliência, por meio da diversificação econômica e políticas redistributivas; (3) justiça como diretriz e resiliência como ferramenta de avaliação; e (4) ambos como pilares interdependentes. Propõe-se agenda futura com foco em equidade, governança e estudos em economias emergentes.

Conclusão

A análise revelou avanços, mas também limites, como o risco de sobrecarregar comunidades vulneráveis. Conclui-se que a integração efetiva entre os conceitos requer governança inclusiva, planejamento institucional e ação territorializada.

Contribuição / Impacto

A revisão sistemática oferece uma síntese atualizada e multiescalar sobre a articulação entre transição justa e resiliência, com base em 15 artigos internacionais. Contribui ao consolidar categorias analíticas, evidenciar lacunas e propor agenda futura. Destaca-se a necessidade de pesquisas empíricas na América Latina, em setores pouco explorados e com foco na atuação de diferentes atores. Os achados orientam políticas públicas e aprofundam o debate sobre justiça e sustentabilidade.

Referências Bibliográficas

HOLLING, C. S. Resilience and stability of ecological systems. Annual Review of Ecology and Systematics, v. 4, n. 1, p. 1–23, 1973. DOI: https://doi.org/10.1146/annurev.es.04.110173.000245.
RAETZE, S; DUCHEK, S; MAYNARD, M. T; WOHLGEMUTH, M. Resilience in organization-related research: An integrative conceptual review across disciplines and levels of analysis. Journal of Applied Psychology, v. 107, n. 6, p. 867–897, 2022. DOI: https://doi.org/10.1037/apl0000952.
WANG, X; LO, K. Just transition: A conceptual review. Energy Research & Social Science, v. 82, 102291, 2021.

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