Anais
Resumo do trabalho
Administração Pública · Gestão e Inovação em Políticas Públicas
Título
IA NA EDUCAÇÃO PIAUIENSE: ENTRE A VANGUARDA E O VAZIO CONECTADO
Palavras-chave
Inteligência Artificial
Educação Pública
Inclusão Digital
Agradecimento:
Agradeço à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI) pelo apoio e fomento à realização desta pesquisa.
Autores
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IVILA MARIA SOARES MACEDOUNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ (UFPI)
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LILIANE ARAÚJO PINTOUNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ (UFPI)
Resumo
Introdução
A Inteligência Artificial (IA) transforma a educação ao personalizar o ensino e otimizar a gestão (Boulay, 2023; Martins e Viana, 2022). No Piauí, sua adoção no ensino médio revela a dualidade entre vanguarda tecnológica e exclusão digital (SEDUC-PI, 2024). Apesar dos avanços (Cardoso et al., 2023), persistem desafios como infraestrutura, capacitação e riscos pedagógicos (Ernandes et al., 2024; Teles e Nagumo, 2023), exigindo integração crítica e inclusiva da IA no setor público.
Problema de Pesquisa e Objetivo
A questão central desta pesquisa é: como a IA está sendo implementada na educação pública do Piauí, considerando investimentos, políticas públicas de incentivo e diretrizes de adoção? O objetivo é analisar essa implementação no ensino médio. Especificamente, busca-se: (i) identificar os critérios de investimento; (ii) descrever as políticas de incentivo; e (iii) apontar as diretrizes que orientam o uso da IA no setor educacional público.
Fundamentação Teórica
A IA tem transformado a educação ao personalizar o ensino, otimizar a gestão e ampliar métodos pedagógicos (Sichman, 2021; Cardoso et al., 2023). No Piauí, sua adoção pioneira inclui disciplina obrigatória (Piauí, 2024) e foco em inclusão e formação docente (Silva Neto, 2024). Apesar dos benefícios (Souza et al., 2023; Vicari et al., 2023), há desafios como infraestrutura precária, falta de capacitação (Ernandes et al., 2024) e riscos éticos (Assis, 2023), exigindo uso crítico e contextualizado da tecnologia.
Metodologia
A pesquisa adotou abordagem qualitativa, com revisão de literatura e análise documental. Foram analisados 25 artigos (2021–2025), extraídos de bases como Scopus, Web of Science e SciELO, conforme critérios de Marconi e Lakatos (2017). Aplicou-se a análise de conteúdo (Bardin, 2011) sobre documentos oficiais e relatórios institucionais. A triangulação metodológica garantiu consistência dos achados, considerando limitações temporais e de acesso a dados.
Análise dos Resultados
A análise revela que o Piauí é pioneiro na adoção da IA na educação básica (SEDUC-PI, 2024), mas enfrenta desigualdades regionais e desafios estruturais (De Oliveira et al., 2023). A capacitação docente avançou, porém ainda é tecnicista (Ernandes et al., 2024). A maioria das escolas urbanas tem conectividade, mas o acesso rural é limitado. As diretrizes priorizam aspectos técnicos (Boulay, 2023), e os investimentos são frágeis (Silva Neto, 2024), reforçando o paradoxo do “vazio conectado” no contexto piauiense.
Conclusão
O estudo revelou avanços e desafios na implementação da IA na educação pública do Piauí. Apesar do pioneirismo, persistem desigualdades regionais e limitações pedagógicas. A sustentabilidade requer políticas públicas, formação docente crítica e equidade digital. Recomenda-se a realização de estudos empíricos sobre impactos, percepções e desigualdades, visando consolidar a IA como política educacional efetiva e inclusiva no contexto piauiense.
Contribuição / Impacto
O artigo contribui ao evidenciar o Piauí como caso pioneiro na adoção da IA na educação pública, analisando seus avanços, desafios e desigualdades regionais. Oferece subsídios para o aprimoramento de políticas públicas, formação docente e equidade digital. Destaca a importância da IA como instrumento pedagógico e de gestão, propondo caminhos para sua consolidação como política educacional crítica, inclusiva e sustentável em contextos de vulnerabilidade.
Referências Bibliográficas
ASSIS (2023); BARDIN (2011); BOULAY (2023); CARDOSO et al. (2023); DE OLIVEIRA et al. (2023); DOURADO et al. (2022); FERREIRA et al. (2024); GATTI (2009); GOMES (2010); HEGGLER et al. (2025); MAGALHÃES et al. (2024); MARCONI; LAKATOS (2017); MARTINS; VIANA (2022); PIAUÍ (2024a, 2024b); SANTANA (2025); SEDUC-PI (2024); SICHMAN (2021); SILVA et al. (2019); SILVA NETO (2024); SOUZA et al. (2023); TAVARES et al. (2020); TELES; NAGUMO (2023); VICARI et al. (2023).