Anais
Resumo do trabalho
Estratégia em Organizações · Estratégia Competitiva
Título
ESTRATÉGIAS COMPETITIVAS E CRIAÇÃO DE INTELIGÊNCIA ORGANIZACIONAL COMO FATOR CONTINGENCIAL: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
Palavras-chave
Estratégia
Inteligência Organizacional
Teoria da Contingência
Autores
-
Raphael Augusto de MoraesUNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA (UFU)
Resumo
Introdução
Em um cenário caracterizado por volatilidade, incerteza e rápidas transformações tecnológicas, organizações enfrentam desafios crescentes para manter vantagem competitiva sustentável. Este estudo parte da premissa de que a inteligência organizacional, quando aliada à formulação estratégica adaptada ao ambiente, pode ser um diferencial fundamental. A partir da Teoria da Contingência, investigamos como o alinhamento entre contexto, estratégia e estrutura impacta a competitividade.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Como a formulação estratégica, quando considerada um fator contingencial, contribui para o desenvolvimento da inteligência organizacional e para o aumento da competitividade? Este estudo tem como objetivo analisar, por meio de uma revisão sistemática da literatura, de que forma fatores contingenciais influenciam a estratégia organizacional e como essa influência se articula com a criação de inteligência organizacional em ambientes dinâmicos.
Fundamentação Teórica
A fundamentação teórica articula três eixos: estratégia, contingência e inteligência organizacional. A estratégia evolui de Chandler (1962) e Porter (1980) até Barney (1991) e Teece et al. (1997), destacando recursos e capacidades dinâmicas. A Teoria da Contingência (LAWRENCE; LORSCH, 1967; MORGAN, 2006) enfatiza o alinhamento entre ambiente e estrutura. Já a inteligência organizacional, segundo Choo (2001), Calof e Wright (2008) e Moresi (2010), apoia a adaptação estratégica em contextos incertos.
Discussão
A análise dos 76 artigos selecionados evidencia que a integração entre estrutura organizacional, formulação estratégica e inteligência é recorrente nos estudos mais citados. Há forte presença da Teoria da Contingência como lente para compreender ajustes estruturais diante de ambientes instáveis. A inteligência organizacional surge como resposta adaptativa, viabilizando estratégias flexíveis. O cruzamento de temas sugere um campo maduro, mas ainda em expansão teórica e empírica.
Conclusão
Os resultados confirmam que estratégias eficazes dependem do grau de alinhamento entre contexto ambiental, estrutura interna e criação de inteligência. A estrutura organizacional deve permitir flexibilidade e aprendizagem contínua, enquanto a inteligência organizacional atua como catalisadora de respostas estratégicas. Assim, a Teoria da Contingência permanece como referência útil para compreender e orientar a formulação estratégica em cenários incertos e mutáveis.
Contribuição / Impacto
Este estudo contribui ao reforçar o vínculo entre estratégia, contingência e inteligência organizacional como dimensões integradas da competitividade. Teoricamente, avança na articulação entre abordagens clássicas e contemporâneas. De forma prática, oferece insights para gestores que atuam em contextos voláteis e que precisam tomar decisões estratégicas adaptativas. A metodologia adotada também amplia a compreensão sobre os temas emergentes no campo da estratégia organizacional.
Referências Bibliográficas
BARNEY, J. (1991); CALOF, J. L.; WRIGHT, S. (2008); CHANDLER, A. D. (1962); CHOO, C. W. (2001); LAWRENCE, P. R.; LORSCH, J. W. (1967); MORESI, E. A. (2010); MORGAN, G. (2006); PORTER, M. E. (1980); TEECE, D. J.; PISANO, G.; SHUEN, A. (1997).