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Anais

Resumo do trabalho

Gestão da Inovação · Dimensões da Criatividade, do Comportamento e Cultura Organizacional para Inovação

Título

Uso de IA e processo criativo: análise bibliométrica dos últimos 35 anos

Palavras-chave

Inteligência Artificial Processo criativo Pesquisa bibliométrica
Agradecimento: Agradecimentos à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e à Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado do Espírito Santo (FAPES) pelo auxílio financeiro concedido para a realização deste estudo. O suporte oferecido foi fundamental para viabilizar a pesquisa.

Autores

  • Roberto Rodrigues de Souza Júnior
    UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO (UFES)
  • José Edemir da Silva Anjo
    UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO (UFES)

Resumo

Introdução

O debate sobre uso/aplicação da Inteligência Artificial (IA) e processo criativo humano pode ser considerado contemporâneo e incipiente para todas as áreas de conhecimento. Teresa Amabile (2020), autora de estudos seminais sobre criatividade afirma que a interseção entre IA e criatividade pode ser considerada campo virgem de pesquisas. Muito embora, programadores, psicólogos, futuristas e filósofos descrevam a possível a relação entre criatividade e IA desde a década de 1970.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Como evoluiu a produção científica na interseção entre IA e processo criativo nos últimos 35 anos, e quais são as principais tendências e lacunas neste campo de estudo? Assim, o objetivo deste trabalho é realizar uma análise bibliométrica abrangente das publicações sobre IA e processo criativo quanto padrões, tendências e áreas exploradas na literatura nos últimos 35 anos.

Fundamentação Teórica

O surgimento da IA e seus recursos disruptivos nas primeiras duas décadas do século XXI é, sem dúvida alguma, um fenômeno que impacta diretamente na forma como pessoas desenvolvem suas atividades nas organizações. Mais especificamente nas áreas de criatividade e processo criativo, a IA assume várias vertentes de atuação. De acordo com Wu et al. (2021), este tema traz à tona discussões que geram implicações diretas no mundo do trabalho como questões sobre substituição de empregos humanos por máquinas e questões éticas sobre uso da IA.

Discussão

O interesse no assunto IA e sua interface com o processo criativo reflete transformações profundas no modo como a tecnologia tem sido incorporada às práticas deprodução de conhecimento e inovação. A partir das análises será possível compreender como a IA tem se desprendido do campo de estudos restritos à computação para se tornar elemento central em debates sobre criatividade, autoria e colaboração, atravessando áreas como artes, design, educação e negócios. Também observa uma reconfiguração das próprias noções de criatividade.

Conclusão

A pesquisa revelou insights significativos sobre a evolução e o estado do campo estudado, a saber: Crescimento expressivo, especialmente a partir de 2015, com um aumento significativo nos últimos três anos (2022-2024); Tendência de migração dos temas "artificial intelligence" e "creative process" de temas centrais para temas básicos, indicando uma consolidação do campo de estudo; O acoplamento bibliográfico revelou um impacto padronizado entre os principais grupos de artigos, sugerindo consistência dos estudos recentes.

Contribuição / Impacto

Para os setores de mercado que utilizam IA e criatividade, o estudo contribui para identificar tendências e oportunidades de inovação; para a sociedade, destaca a importância da IA em processos criativos, desde sistemas de informação abertos para IA distribuída (Hewitt, 2991), estudos computacionais e neurocientíficos para criatividade (Wiggins & Bhattacharya, 2014) até o uso de IA no design de novos remédios (Domenico et al., 2020); para o campo de pesquisa, apresenta uma análise bibliométrica sólida que propõe uma estrutura para identificar lacunas e direções futuras.

Referências Bibliográficas

Destacam-se Hewitt (1991) sobre sistemas abertos para IA distribuída; Goodfellow et al. (2014) pela introdução das GANs; Jordannous (2016) explora perspectivas da criatividade computacional; Jin & Benami (2010) e Zahner et al. (2010) abordam criatividade no design; Wiggins & Bhattacharya (2014) buscam unir abordagens computacionais e neurocientíficas para estudar criatividade; Domenico et al. (2020) tratam do uso de IA no design de fármacos.

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