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Anais

Resumo do trabalho

Estudos Organizacionais · Epistemologias e Ontologias em Estudos Organizacionais

Título

EMANCIPAÇÃO EM ESTUDOS ORGANIZACIONAIS: UMA REVISÃO DE TESES E DISSERTAÇÕES EM ADMINISTRAÇÃO NO BRASIL

Palavras-chave

Emancipação organizacional Transformação Social Estudo Bibliométrico.

Autores

  • Ylanderson Jordao Abreu da Silva
    UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE (UFRN)

Resumo

Introdução

Este estudo analisa como o conceito de emancipação tem sido mobilizado em teses e dissertações da área de Administração no Brasil, buscando identificar abordagens teóricas e metodológicas que expressem uma racionalidade crítica. A pesquisa adota como fonte o Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES, reconhecendo nesses trabalhos a densidade teórica e a relevância para a compreensão da produção acadêmica da pós-graduação stricto sensu, sobretudo no que tange ao papel transformador do conhecimento científico no campo da Administração.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Diante da necessidade de compreender a articulação entre ciência, gestão e transformação social, questiona-se como o conceito de emancipação tem sido mobilizado na produção acadêmica da pós-graduação em Administração no Brasil. Assim, esta pesquisa tem como objetivo analisar teses e dissertações da área para identificar abordagens teóricas, referenciais metodológicos e orientações institucionais que revelem a presença de uma racionalidade crítica, emancipatória e transformadora no campo dos Estudos Organizacionais.

Fundamentação Teórica

A emancipação, enquanto categoria crítica, perpassa diferentes tradições filosóficas, da proposta comtiana de ciência voltada ao bem comum à gestão social defendida por Tenório e à sociologia de Guerreiro Ramos, centrada na superação da dependência cultural. A teoria crítica da Escola de Frankfurt e a racionalidade comunicativa de Habermas também fundamentam uma leitura emancipatória da Administração. Essa perspectiva amplia o papel da ciência, não como neutralidade técnica, mas como meio de transformação social e política nos processos administrativos.

Discussão

A análise dos 71 trabalhos evidenciou que o conceito de emancipação é mobilizado em diferentes campos discursivos, com predominância da abordagem qualitativa e de perspectivas críticas. A centralidade da educação e da gestão social revela a articulação entre práticas organizacionais e transformação social. A presença de referências à racionalidade comunicativa e à epistemologia crítica destaca um movimento de problematização dos paradigmas tradicionais da Administração.

Conclusão

Conclui-se que os estudos sobre emancipação nos campos organizacionais apontam para uma produção teórica comprometida com a transformação social, a crítica à dominação e a valorização do sujeito. As abordagens metodológicas priorizam a escuta e a profundidade analítica, refletindo coerência com o objeto investigado. A pesquisa contribui ao mostrar que a emancipação é uma construção plural, situada e epistemologicamente crítica nos Estudos Organizacionais brasileiros.

Contribuição / Impacto

A pesquisa contribui ao mapear criticamente como o conceito de emancipação é tratado na pós-graduação em Administração no Brasil, revelando tendências teóricas e epistemológicas comprometidas com a transformação social. O estudo amplia o debate sobre o papel político da ciência e da gestão, fortalecendo abordagens críticas e substantivas nos Estudos Organizacionais. Seu impacto reside na valorização de práticas acadêmicas voltadas à justiça social, à autonomia dos sujeitos e à construção de uma Administração mais ética e plural.

Referências Bibliográficas

Resumo das referencias utilizadas
Grange (1996, 2000) e Comte, sobre ciência e emancipação. Apoia-se em Habermas (1982, 2022) e na teoria do agir comunicativo; Adorno (2020) e Horkheimer (1973) com a crítica à razão instrumental; e Guerreiro Ramos (1989) com a racionalidade substantiva. Tenório (1998) propõe uma gestão social emancipatória. Complementam essa base autores como Faria (2009), Bauman (2001), Lyotard (1986), Alvesson & Sköldberg (2000), Paula (2016) e Serva (1993), que problematizam os fundamentos epistemológicos nos Estudos Organizacionais.

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