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Anais

Resumo do trabalho

Gestão Socioambiental · Sustentabilidade, Sociedade, Tecnologia e Inovação

Título

Fatores determinantes para cidades inteligentes no estado de São Paulo

Palavras-chave

Smart Cities Ranking Indicadores de Desempenho
Agradecimento: O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Código de Financiamento 001.
Os autores agradecem o apoio da CAPES e do Programa de Pós-Graduação em Administração de Organizações (PPGAO) da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FEA-RP/USP) por permitirem a realização deste estudo.

Autores

  • Julia Marcelos Fernandes
    USP - Universidade de São Paulo
  • THAÍS HELENA ZERO DE OLIVEIRA PEREIRA
    UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP)
  • PERLA CALIL PONGELUPPE WADHY REBEHY
    UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP)
  • Pedro Lopes Cardoso de Mattos
    UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP)

Resumo

Introdução

A cidade inteligente representa um caminho de transformação complexo e sistêmico, com o objetivo de aumentar a eficiência e promover o desenvolvimento econômico local, ao construir uma ponte entre duas megatendências contemporâneas: urbanização e digitalização. Nesse cenário, surge a necessidade de identificar quais dimensões efetivamente explicam o desempenho municipal em rankings de cidades inteligentes. Assim, destaca-se o Ranking Connected Smart Cities, que classifica cidades brasileiras a partir de indicadores agrupados em eixos como urbanismo, educação, saúde, governança e meio ambiente.

Problema de Pesquisa e Objetivo

O problema de pesquisa se delineia como: quais são os fatores que explicam o desempenho de municípios paulistas como cidades inteligentes no Ranking Connected Smart Cities? E o objetivo se determina em: identificar os fatores explicativos do desempenho de cidades paulistas no Ranking Connected Smart Cities.

Fundamentação Teórica

A fundamentação teórica apresenta a evolução do conceito de cidades inteligentes, do foco tecnocêntrico à abordagem multidimensional que integra tecnologia, sustentabilidade e participação cidadã. São destacados dois modelos consolidados: o europeu de Giffinger et al. (2007), com seis dimensões analíticas, e a norma ISO 37122:2019, que organiza indicadores padronizados em 19 áreas temáticas. Ambos oferecem subsídios para avaliar o desempenho urbano e orientar políticas públicas baseadas em evidências.

Metodologia

A metodologia utilizada nesta pesquisa foi a técnica de análise estatística de regressão linear múltipla. A amostra considerou os municípios do estado de São Paulo com mais de 50 mil habitantes, com exceção da capital, totalizando 135. A variável dependente foi a nota de cada cidade no Ranking Connected Smart Cities de 2024. E as variáveis independentes foram obtidas do Manual do Índice de Efetividade da Gestão Municipal do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo do mesmo ano.

Análise dos Resultados

Dentre as nove variáveis explicativas encontradas, sete influenciam positivamente o desempenho de municípios paulistas como cidades inteligentes no Ranking Connected Smart Cities. Elas são referentes à: (i) regulamentação da Lei de Acesso à Informação; (ii) quantidade de funcionários de TIC no setor público; (ii) elaboração do Plano Diretor; (iv) quantidade de escolas com computadores e tablets em uso pelos alunos por mil alunos; (v) despesa aplicada em ensino com recursos próprios por habitante; (vi) coleta seletiva de resíduos sólidos e (vii) índice de tratamento de esgoto.

Conclusão

A pesquisa identificou nove variáveis que explicam o desempenho de municípios paulistas como cidades inteligentes no Ranking Connected Smart Cities. Os resultados mostram que fatores como educação, meio ambiente, planejamento urbano, governança e economia influenciam positivamente o desempenho. A articulação entre tecnologia e gestão pública eficaz reforça a abordagem multidimensional de cidades inteligentes. Limitações e propostas de pesquisas futuras foram indicadas.

Contribuição / Impacto

O artigo contribui ao integrar os indicadores do IEG-M/TCESP às dimensões do Ranking Connected Smart Cities, permitindo analisar o desempenho municipal com base em evidências auditáveis. A modelagem estatística aplicada oferece suporte à gestão pública local no planejamento de políticas mais eficazes, sustentáveis e conectadas. A pesquisa também avança conceitualmente ao validar a relevância de abordagens multidimensionais sobre cidades inteligentes no contexto brasileiro.

Referências Bibliográficas

Giffinger, R. et al. (2007). Smart Cities: Ranking of European Medium-Sized Cities. Vienna: Centre of Regional Science.
ISO. (2019). ISO 37122: Sustainable Cities and Communities — Indicators for Smart Cities. International Organization for Standardization.
Urban Systems. (2025). Ranking Connected Smart Cities 2024. Disponível em: https://connectedsmartcities.com.br
Tribunal De Contas Do Estado De São Paulo (2024). Manual Do Índice De Efetividade Da Gestão Municipal 2024. São Paulo, 2024.

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