Logo

Anais

Resumo do trabalho

Empreendedorismo · Redes de Empreendedores, Desenvolvimento Regional e Microempreendedorismo

Título

Incorporação Mista e Interseccionalidade: Empreendedorismo de Mulheres Negras Brasileiras na Alemanha e em Portugal

Palavras-chave

Empreendedorismo de Mulheres Negras Incorporação Mista Empreendedorismo de Imigrante

Autores

  • Flávia Alexandrina Coelho Marcos
    Universidade do Grande Rio (UNIGRANRIO)
  • Danielly Elissamar dos Santos Moraes
  • Eduardo Picanço Cruz
    UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE (UFF)

Resumo

Introdução

O estudo analisa como mulheres negras brasileiras imigrantes constroem trajetórias empreendedoras em contextos europeus distintos. A partir da teoria da incorporação mista, busca-se compreender como fatores sociais, institucionais e individuais moldam essas experiências na Alemanha e em Portugal.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Quais são as dinâmicas sociais, institucionais e individuais que influenciam o empreendedorismo de mulheres negras brasileiras imigrantes na Alemanha e em Portugal? O objetivo é compreender como o contexto de cada país afeta suas trajetórias empreendedoras, sob a ótica da incorporação mista.

Fundamentação Teórica

O estudo se ancora na teoria da incorporação mista (mixed embeddedness), que articula elementos macro, meso e micro para analisar o empreendedorismo migrante. A perspectiva é complementada por noções de interseccionalidade e racismo estrutural, considerando gênero, raça e classe nas experiências das empreendedoras.

Metodologia

Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória, com entrevistas semiestruturadas aplicadas a 12 empreendedoras negras brasileiras residentes na Alemanha e em Portugal. Os dados foram analisados com base na abordagem indutiva do método Gioia, permitindo a construção de categorias emergentes.

Análise dos Resultados

O contexto alemão apresenta maior regulação, mas oferta políticas públicas de apoio. Já Portugal mostra-se menos burocrático, porém com escassez de incentivos. Em ambos, redes sociais, especialização em nichos e habilidades individuais influenciam fortemente os caminhos empreendedores.

Conclusão

As experiências das empreendedoras evidenciam a importância da interação entre estruturas institucionais e estratégias individuais. Apesar dos desafios impostos pela migração e pelo racismo estrutural, as entrevistadas constroem trajetórias resilientes e inovadoras.

Contribuição / Impacto

O estudo contribui ao ampliar a aplicação da teoria da incorporação mista a um recorte interseccional pouco explorado: o empreendedorismo de mulheres negras brasileiras na diáspora. Aponta ainda caminhos para políticas públicas mais inclusivas e sensíveis às desigualdades estruturais.

Referências Bibliográficas

Kloosterman, R., & Rath, J. (2001). Immigrant entrepreneurs in advanced economies. Journal of Ethnic and Migration Studies.
Crenshaw, K. (2002). Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero.
IBGE (2022); SEBRAE (2023); entre outras.

Navegação

Anterior Próximo