Anais
Resumo do trabalho
Administração Pública · Memória Coletiva, Movimentos Sociais e Direitos Humanos
Título
Entre Sabores e Ritos: uma Etnografia do Maior Cuscuz do Mundo à Luz dos Rituais Culturais
Palavras-chave
Maior Cuscuz do Mundo
Rituais Culturais
Etnografia
Autores
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Maria Izabel Cordeiro de LimaUNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO (UFPE)
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Joyce Soares da SilvaUNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO (UFPE)
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Eduardo Luis Cândido BezerraUNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO (UFPE)
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Marianny Jessica de Brito SilvaUNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO (UFPE)
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Maria RaizaUNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO (UFPE)
Resumo
Introdução
Uma das manifestações culturais mais tradicionais do São João de Caruaru-PE são os Festivais de Comidas Gigantes, com destaque para o Cuscuz Gigante, considerado o Maior do Mundo. Este evento reforça a valorização da cultura local e das tradições regionais. Entre os elementos que contribuem para a consolidação e expansão dessa festividade, destacam-se os rituais culturais, os quais atribuem significado simbólico e reforçam o pertencimento comunitário ao evento.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Quais são as experiências ritualísticas vividas pelos participantes do Festival do Maior Cuscuz do Mundo, em Caruaru-PE?
Fundamentação Teórica
Os rituais culturais constituem práticas sociais que expressam simbolicamente valores e tradições compartilhados por um grupo. Exemplos comuns são as festas de São João e eventos familiares como aniversários, que reforçam laços sociais e identitários (Rook, 1985; Sperber, 2025). Nesse sentido, os rituais culturais de um povo refletem seus comportamentos, formas de expressão e modos de agir, funcionando como canais simbólicos por meio dos quais se comunicam experiências e significados vividos coletivamente (França & Silva, 2022).
Metodologia
Foi conduzida uma pesquisa de caráter etnográfico ao longo da festividade, com a coleta de dados realizada por meio de observação participativa, registros em diário de campo, fotografias e entrevistas em profundidade com os frequentadores do evento (totalizando seis entrevistas).
Análise dos Resultados
O estudo favoreceu o entendimento mais abrangente acerca das dinâmicas ritualísticas presentes no festival em que se dividiu em três rituais — preparação, caminhada e partilha —trazendo em si os seus elementos, significados e simbolismo, também percebemos a inexistência de rituais para a volta para casa.
Conclusão
Cada um desses momentos desempenha um papel essencial na estrutura simbólica do festival, contribuindo para a construção de um modelo teórico sobre os rituais experienciados. Do ponto de vista prático, os achados ressaltam a relevância da vivência coletiva do Festival do Cuscuz como um patrimônio cultural de grande importância para a região de Caruaru e seu entorno.
Contribuição / Impacto
O Festival do Cuscuz, sob a luz da teoria de ritual, mostrou-se intrinsecamente conectado à construção simbólica no que concerne à identidade coletiva e ao pertencimento vivenciados pelos fuliões dessa festividade. Preenchendo uma lacula na literatura academica tendo em vista que o festival não havia sido estudado dessa forma. Propondo um modelo teórico que pode vir a ser aplicado em estudos futuros, e de modo prático também propondo melhorias para a festividade.
Referências Bibliográficas
Rook, D. W. (1985). The ritual dimension of consumer behavior. The Journal of Consumer Research, 12(3), 251. https://doi.org/10.1086/208514
Sperber, D. (2025). “Tikkun Olam”: Helène Aylon’s ecofeminist ritual art. Journal of Aesthetics & Culture, 17(1), 2327660. https://doi.org/10.1080/20004214.2024.2327660
França, F. G. de, & Silva, R. R. da. (2022). Caserna de símbolos: ação ritual, liminaridade, sofrimento e distinção na cultura policial militar. Antropolitica-Revista Contemporânea de Antropolo. https://doi.org/10.22409/antropolitica2022.i3.a51257
Sperber, D. (2025). “Tikkun Olam”: Helène Aylon’s ecofeminist ritual art. Journal of Aesthetics & Culture, 17(1), 2327660. https://doi.org/10.1080/20004214.2024.2327660
França, F. G. de, & Silva, R. R. da. (2022). Caserna de símbolos: ação ritual, liminaridade, sofrimento e distinção na cultura policial militar. Antropolitica-Revista Contemporânea de Antropolo. https://doi.org/10.22409/antropolitica2022.i3.a51257