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Anais

Resumo do trabalho

Gestão da Inovação · Redes, Ecossistemas e Ambientes de Inovação

Título

Impacto e Indicadores de Ambientes de Inovação: Organização e Evolução da Literatura Internacional (2000–2025)

Palavras-chave

Impacto Indicadores Ambientes de Inovação
Agradecimento: Agradecimento à Fapesp por apoio: 1. Programa de Pesquisa em Políticas Públicas – 2023/10212-7 ; 2. Projeto vinculado – 2025/05747-4.

Autores

  • Giovani Peterson Alves Mendes
    Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo - FEA
  • João Gonçalves de Matos Neto
    Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo - FEA
  • Carlos Augusto França Vargas
    Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo - FEA
  • Guilherme Wolff Bueno
  • Guilherme Ary Plonski
    Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo - FEA

Resumo

Introdução

A inovação é reconhecida como um instrumento do desenvolvimento econômico, social e tecnológico (Audretsch, 2005; Chesbrough, 2003). Por isso, países investem na criação de ambientes de inovação voltados à geração de novas empresas de base tecnológica, a difusão de conhecimento e a colaboração entre atores do ecossistema. Esses ambientes atuam como intermediários no fomento à inovação e do crescimento da economia centrada no conhecimento, geração de empregos e desenvolvimento social.

Problema de Pesquisa e Objetivo

A literatura de ambientes de inovação apresenta uma lacuna na sistematização dos indicadores utilizados para medir resultados e impactos dos ambientes, abrindo uma oportunidade para avançar na compreensão da produção científica voltada à avaliação dessas áreas de inovação. Desta forma, o trabalho busca responder: como a literatura científica sobre ambientes de inovação está organizada e tem evoluído quanto aos indicadores, dimensões avaliadas e impacto? O objetivo é analisar a produção científica internacional sobre ambientes de inovação, com ênfase em indicadores, práticas e impacto.

Fundamentação Teórica

Ambientes que propiciam o desenvolvimento de empresas de alta tecnologia e à inovação são chamados de habitats ou ambientes de inovação. Eles criam condições favoráveis para a sustentação da dinâmica empresa-academia-governo para a inovação sistemática (Zouain & Plonski, 2015). Com a compreensão do desempenho desses ambientes, espera-se que possam ser desdobrados em proposição de modelos de gestão e políticas públicas que contribuam para o desenvolvimento e promoção da inovação, do desenvolvimento tecnológico e da competitividade das empresas (Peixoto et al., 2022; 2021).

Discussão

A análise das publicações mais citadas revela uma diversidade de ambientes estudados — incluindo incubadoras, parques tecnológicos, ecossistemas empreendedores e clusters industriais — e uma variedade de impactos mensurados. A literatura internacional carece de padronização nos indicadores e métodos de mensuração de impacto. Três grandes clusters foram identificados: fundamentos teóricos, políticas públicas e abordagens empíricas.

Conclusão

O levantamento na base Web of Science identificou 581 publicações sobre o tema, com crescimento nos últimos anos. A análise revelou fragmentação conceitual e metodológica, com base teórica sólida sobre interações entre universidades, empresas e governo, mas abordagens empíricas variadas, com foco em sustentabilidade, desempenho, redes e valor agregado. Predominaram no estudo métodos quantitativos, eficazes para mapear padrões, mas limitados na análise qualitativa.

Contribuição / Impacto

A principal contribuição está em aprofundar a compreensão da literatura científica sobre a mensuração de impacto em ambientes de inovação, destacando os principais indicadores utilizados, as dimensões mais recorrentes e as práticas metodológicas adotadas. Grande parte dos estudos adota métricas quantitativas (como número de startups, empregos gerados, faturamento), mas progressivamente, surgem modelos que incorporam dimensões qualitativas (qualidade das interações, articulação em rede, impactos sociais e ambientais).

Referências Bibliográficas

Audretsch, D. B., & Lehmann, E. (2005). Knowledge spillover theory in regions. Chesbrough, H. (2003). Open innovation & IP. Calif. Manage. Rev., 45(3), 33–58. Peixoto, L. C., Barbosa, R. R., & Faria, A. F. (2022). Knowledge flows in regions. J. Knowl. Econ., 13(1), 92–110. Peixoto, L. C. et al. (2023). Universities & tech firms in Brazil. Int. J. Knowl. Manag. Stud., 14(1), 1–31. Sanz, L., Klofsten, M., van Dinteren, J., & Jansen, P. (2023). Innovation spaces taxonomy. EU JRC. Zouain, D. M., & Plonski, G. A. (2015). Tech parks & urban innovation. Triple Helix, 2(1), 7.

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