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Anais

Resumo do trabalho

Estratégia em Organizações · Plataformas digitais, Redes, Clusters e Ecossistemas de Negócios

Título

INTENÇÃO DE ADOÇÃO DO BLOCKCHAIN E RESILIÊNCIA EM CADEIAS DE SUPRIMENTOS: COMPREENSÃO DE DECISORES ORGANIZACIONAIS

Palavras-chave

Intenção de adoção tecnológica Resiliência em supply chain Blockchain

Autores

  • Roberto Bernardes Junior
    UNIVERSIDADE PAULISTA (UNIP)
  • Renato Telles
    UNIVERSIDADE MUNICIPAL DE SÃO CAETANO DO SUL (USCS) - UNIVERSIDADE PAULISTA (UNIP)
  • João de Paula Ribeiro Neto
    UNIVERSIDADE MUNICIPAL DE SÃO CAETANO DO SUL (USCS)
  • JULIO CEZAR RODRIGUES ELOI
    UNIVERSIDADE PAULISTA (UNIP)

Resumo

Introdução

As transformações socioeconômicas, motivadas pelos atuais avanços tecnológicos e a atual condição do nível de globalização, transformaram as
cadeias, em âmbito global, provocando sua fragmentação e o aumento de sua complexidade. Neste contexto, tecnologias disruptivas, como blockchain,
tornam-se relevantes para as redes de suprimentos em função de seu impacto potencial nas suas competências, com avanços na transparência, rastreabilidade e segurança operacional, fortalecendo a resiliência dessas.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Assim, este estudo tem, como objetivo, investigar a compreensão dos gestores sobre a relação entre ganho de resiliência das cadeias por meio da adoção da
tecnologia blockchain. Desse modo, buscou-se a identificação dos fatores que condicionam esse entendimento, inventariando-se benefícios e desafios da
tecnologia associados a essa decisão das empresas e, em particular, ao avanço da resiliência das cadeias em que participam.

Fundamentação Teórica

Este estudo integra o modelo UTAUT (Venkatesh et al., 2003) e a escala de resiliência de cadeias (Chowdhury & Quaddus, 2017a) para construir um
framework que analisa como a percepção dos gestores sobre o impacto do blockchain na resiliência das cadeias influencia a intenção de adoção. Baseado
em métricas de proatividade, reatividade e design, e em construtos comportamentais (infraestrutura, desempenho, confiança, influência social e esforço), o modelo foi validado via survey com gestores de cadeias de suprimentos em São Paulo.

Metodologia

Adotou‑se abordagem descritiva e quantitativa, com survey aplicado a gestores de empresas integradas em cadeias de suprimentos no estado de São Paulo.
O questionário utilizou métricas validadas de dois frameworks – o modelo UTAUT adaptado para blockchain e a escala de resiliência de cadeias de
Chowdhury & Quaddus – em escala Likert de sete pontos. A análise de dados incluiu estatística descritiva, inferencial e validação de modelo via PLS‑SEM.

Análise dos Resultados

A análise via PLS‑SEM mostrou que proatividade (β=0,319; p<0,01) e reatividade (β=0,469; p<0,001) impactam direta e positivamente a intenção de
adoção do blockchain focado em resiliência. A qualidade do design da cadeia não apresentou efeito direto, mas exerce influência indireta sobre essa
intenção. Esses resultados ressaltam que capacidades adaptativas e reativas são mais determinantes que a estrutura da cadeia na decisão de implementar a
tecnologia.

Conclusão

Este estudo inova ao integrar o modelo UTAUT e a escala de resiliência de cadeias, demonstrando como a percepção de ganho de resiliência impacta a
intenção de adotar blockchain. Contribui teoricamente ao combinar SCRE e UTAUT no contexto de adoção de BC e, na prática, orienta gestores a
diagnosticar maturidade organizacional e variáveis críticas. Destaca a importância de Proatividade e Reatividade como antecedentes da intenção.
Limita-se ao estado de São Paulo e abordagem quantitativa, sugerindo futuros estudos multirregionais e qualitativos.

Contribuição / Impacto

Este estudo inova ao integrar o modelo UTAUT e a escala de resiliência de cadeias, evidenciando como a percepção de ganho de resiliência influencia a intenção de adoção do blockchain. Oferece subsídios práticos para gestores e formuladores de políticas, destacando a necessidade de fortalecer capacidades adaptativas em estratégias de inovação e robustez operacional das cadeias de suprimentos.

Referências Bibliográficas

Ivanov, D. (2022); Chowdhury & Quaddus (2017); Lambert & Cooper (2000); Queiroz et al. (2021); Hair et al. (2021); Venkatesh et al. (2003); Pettit et al. (2013); Braunscheidel & Suresh (2009); Belhadi et al. (2022); Dubey et al. (2020).

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