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Anais

Resumo do trabalho

Estratégia em Organizações · Estratégia Internacional e Globalização

Título

ESG E GOVERNANÇA IMPULSIONAM A INTERNACIONALIZAÇÃO? EVIDÊNCIAS DE REDES DE FRANQUIAS BRASILEIRAS

Palavras-chave

ESG Governança corporativa Internacionalização de franquias
Agradecimento: O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Código de Financiamento 001

Autores

  • Rosmary Cardoso Saad
    Faculdade Sebrae
  • Pedro Lucas de Resende Melo
    UNIVERSIDADE PAULISTA (UNIP)

Resumo

Introdução

A internacionalização de franquias brasileiras exige adaptação a diferentes exigências regulatórias, especialmente no campo da sustentabilidade. Nesse contexto, práticas ESG e estruturas de governança robustas tornam-se fatores críticos de sucesso. Essas dimensões influenciam a legitimidade organizacional, o desempenho competitivo e a inserção em mercados com distintos níveis de maturidade institucional, regulatória e social.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Como as práticas ESG e os mecanismos de governança corporativa influenciam o comprometimento internacional das redes de franquias brasileiras? O objetivo é mensurar essa relação em distintos setores e tipos de economia, testando a influência de fatores institucionais e estruturais, bem como os efeitos moderadores do setor de atuação e do tipo de economia de destino sobre o estágio de internacionalização.

Fundamentação Teórica

A fundamentação teórica integra três perspectivas principais: Teoria Institucional, Teoria da Internalização e Teoria dos Stakeholders, complementadas pelos fundamentos da Governança Corporativa como eixo estruturante. Em conjunto, essas abordagens oferecem um arcabouço robusto para compreender a interação entre legitimidade, sustentabilidade e estrutura organizacional no processo de internacionalização.

Metodologia

A pesquisa adota abordagem quantitativa, multivariada e transversal, com dados secundários de 104 redes brasileiras atuantes em 69 países (2.364 unidades). Aplicou-se regressão logística ordinal para explicar o estágio de internacionalização, utilizando variáveis como ESG, governança e moderadoras (setor e tipo de economia). A tipologia de McIntyre & Huszagh (1995), adaptada por Rocha et al. (2023), foi utilizada para classificar os níveis de presença internacional.

Análise dos Resultados

Os resultados mostram que redes com ESG estruturado e governança sólida tendem a ocupar estágios mais avançados de internacionalização. O tipo de economia atua como moderador: em mercados desenvolvidos, o ESG funciona como diferencial competitivo; em mercados emergentes, atua como mitigador de riscos. Setores mais regulados também apresentam maior sensibilidade a essas variáveis.

Conclusão

A integração entre ESG e governança representa um ativo estratégico para redes com atuação global. Redes maduras institucionalmente convertem sustentabilidade em legitimidade e vantagem competitiva, ampliando o desempenho em contextos institucionais diversos. A conformidade regulatória e a autenticidade das práticas reforçam a mitigação de riscos e a eficácia da expansão internacional.

Contribuição / Impacto

O estudo contribui com evidências para o campo do franchising sustentável, ao propor e testar um modelo integrado entre governança, sustentabilidade e internacionalização. Avança o debate sobre estratégias globais responsáveis e oferece subsídios teórico-práticos para redes que atuam em economias contrastantes, com diferentes pressões institucionais.

Referências Bibliográficas

Aguilera et al. (2021); Buckley & Casson (1976); Cuervo-Cazurra et al. (2021); DiMaggio & Powell (1983); Doh et al. (2022); Freeman (1984); Ioannou & Serafeim (2017); McIntyre & Huszagh (1995); North (1990); Perrigot et al. (2021); Pfeffer & Salancik (1978); Rocha et al. (2023); Wang et al. (2024).

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