Anais
Resumo do trabalho
Gestão Socioambiental · Sustentabilidade e Desempenho das Organizações
Título
INCERTEZA POLÍTICA CLIMÁTICA, COMPETIÇÃO NO MERCADO DE PRODUTOS E O DESEMPENHO ESG DE EMPRESAS BRASILEIRAS
Palavras-chave
Incerteza da Política Climática
Competição no Mercado de Produtos
ESG
Autores
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Isadora KonowalukaUNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE (FURG)
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RENAN DE BARROSUNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO (UFES)
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Márcio Rodrigues RochaUNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE (FURG)
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CAROLINA MAGDA DA SILVA ROMAUNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE (FURG)
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Luiz Cláudio LouzadaUNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO (UFES)
Resumo
Introdução
O estudo analisou como a incerteza da política climática (CPU) e a competição de mercado afetam o desempenho ESG de empresas brasileiras. Usando dados da B3 (2010–2023), os resultados indicam que, isoladamente, CPU e competição não são significativas, mas sua interação revela que a competição atenua os efeitos negativos da CPU. A pesquisa contribui ao evidenciar a relevância dessas variáveis em contextos regulatórios instáveis, destacando a importância da competição como moderadora na relação entre CPU e ESG.
Problema de Pesquisa e Objetivo
o presente artigo busca investigar como que os efeitos da incerteza da política climática e da competição do mercado estão associados de forma especifica e combinada ao desempenho ESG de empresas brasileiras.
Fundamentação Teórica
A incerteza da política climática (CPU) afeta decisões corporativas, levando empresas a adiar ou reduzir investimentos ESG, especialmente diante de riscos regulatórios e financeiros. Estudos mostram efeitos positivos e negativos da CPU, variando conforme o contexto institucional. A competição de mercado também influencia o desempenho ESG, podendo estimular boas práticas ou induzir cortes por pressões de custo. Em conjunto, CPU e competição podem interagir, intensificando os efeitos sobre o ESG e exigindo análises empíricas mais aprofundadas.
Metodologia
Este estudo utilizou uma amostra de empresas listadas na B3 entre 2010 e 2023. O índice ESG da Refinitiv foi a variável dependente. As variáveis independentes foram o índice de Incerteza da Política Climática (CPU) e o Índice Herfindahl-Hirschman (HHI). Como variáveis de controle, incluíram-se retorno sobre o ativo, tamanho e independência do conselho, tamanho da empresa, alavancagem, fluxo de caixa, idade da empresa e PIB.
Análise dos Resultados
Este estudo analisou os efeitos da incerteza da política climática (CPU) e da competição de mercado sobre o desempenho ESG de empresas brasileiras. Os resultados indicaram que CPU e competição, isoladamente, não impactam significativamente o ESG. Contudo, a interação entre CPU e HHI foi marginalmente significativa, sugerindo efeito moderador em setores menos competitivos. Variáveis internas influenciaram positivamente o ESG. Limitações incluem a base do índice CPU e o foco apenas em empresas listadas.
Conclusão
Este estudo analisou os efeitos da incerteza da política climática (CPU) e da competição de mercado sobre o desempenho ESG de empresas brasileiras. Os resultados indicaram que CPU e competição, isoladamente, não impactam significativamente o ESG. Contudo, a interação entre CPU e HHI foi marginalmente significativa, sugerindo efeito moderador em setores menos competitivos. Variáveis internas influenciaram positivamente o ESG. Limitações incluem a base do índice CPU e o foco apenas em empresas listadas.
Contribuição / Impacto
Este trabalho contribui para a literatura de ESG, CPU e competição de mercado de três formas. Primeiro, destaca a CPU e a competição como determinantes do desempenho ESG em contextos regulatórios voláteis. Segundo, amplia a aplicação da CPU ao evidenciar sua influência direta sobre práticas socioambientais em países emergentes. Por fim, confirma o efeito moderador da competição, mostrando que ela pode atenuar os impactos negativos da CPU sobre o desempenho ESG das empresas analisadas.
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