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Anais

Resumo do trabalho

Métodos e Técnicas de Pesquisa em Administração · Planejamento de Ensino: programas, cursos, disciplinas, aulas e avaliação

Título

RANKINGS ACADÊMICOS E GESTÃO UNIVERSITÁRIA: UMA REFLEXÃO SOBRE A REPUTAÇÃO INSTITUCIONAL

Palavras-chave

Gestão universitária Reputação corporativa Rankings acadêmicos

Autores

  • Denise Tangerino
    UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE (MACKENZIE)
  • ALMIR MARTINS VIEIRA
    UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE (MACKENZIE)
  • Roberto Bazanini
    UNIVERSIDADE PAULISTA (UNIP)

Resumo

Introdução

Quando se refere à educação, a discussão sobre rankings e a construção de reputações corporativas torna-se um tema mais sensível, pois envolve questões mercadológicas e financeiras que dificilmente são abordadas pela academia. No entanto, já é uma realidade consolidada que as instituições educacionais estão sendo constantemente avaliadas e ranqueadas na busca de demonstrar a qualidade de sua atuação. Esse cenário se manifesta em diversas dimensões e possibilidades, podendo expor desde questões pontuais até o contexto da educação nacional em relação ao ensino global.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Este ensaio teórico procura refletir sobre como as universidades podem utilizar os rankings de qualidade do ensino superior para alçar novos meandros em seu capital reputacional, ou seja, relacionar sua reputação com as métricas de qualidade, tanto a partir de exigências oficiais (em âmbito nacional) e de tendências internacionais que têm se consolidade por meio desses rankings.

Fundamentação Teórica

A atuação das universidades brasileiras dentro dos rankings educação superior pode ser observada por diversos pontos, contudo vetores internos – uma determinada universidade ao longo do tempo – e externos – a mesma universidade diante de seus pares - são importantes para revelar a movimentação de nosso ensino diante do conceito denominado de educação na globalização neoliberal (Dale; Robertson, 2015).
Para Barreyro, Santos e Ferreira (2021) as políticas de educação que eram compreendidas como uma questão nacional, que deveriam responder ao Estado e às demandas internas do país.

Discussão

Cabe ressaltar que o ENADE se tornou, portanto, mais uma burocracia interna a ser equacionada pelos coordenadores e gestores de área, que na essência não mede mais qualidade de ensino dos alunos, processo esse que tem conduzido a universidade a uma educação cada vez mais instrumental e com foco profissionalizante. Portanto, os rankings internacionais parecem ser menos conhecidos, mas quando são indicados, são notoriamente percebidos inalcançáveis pela maior parte das universidades brasileiras.

Conclusão

A situação das universidades, no que se refere à observação de sua qualidade em diversos níveis, ainda é, de certa maneira, mantida pelos programas de controle e governança do Ministério da Educação e de seus sistemas de manutenção. Ainda, no mercado da ciência, pelo inferido na pesquisa, as métricas e seus resultados serão, possivelmente, utilizados como base para instituir programas e projetos de melhorias, bem como sinalizar caminhos pelas quais os pesquisadores deverão trilhar suas futuras pesquisas e construir novas parcerias.

Contribuição / Impacto

A reflexão sobre o posicionamento de uma universidade em relação às demais instituições de ensino pode servir como referência para a gestão universitária, bem como estratégia para a liberação de recursos e financiamentos, além de influenciar a decisão dos estudantes sobre a qualidade da instituição que escolhem para sua formação, impactando, assim, o aumento de matrículas e a retenção de alunos.

Referências Bibliográficas

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KNIGHT, J. Higher Education in Turmoil: The Changing World of Internationalization. Rotterdam: Sense Publishers, 2011.
ORIGGI, G. Reputation. What it is and why it matters. Princeton: Princeton University Press, 2018.
RIGHETTI, S.; GAMBA, E. Categorização do Ensino Superior no Brasil: Diversidade e Complementaridade. In: MARCOVITCH, J. (Org.). Repensar a Universidade II: Impactos para a Sociedade. 1. ed. São Paulo: Com-Arte; Fapesp, 2019. p. 139-157.

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