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Anais

Resumo do trabalho

Administração Pública · Gestão e Inovação em Políticas Públicas

Título

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA GESTÃO PÚBLICA: Percepções e Expectativas de Graduandos em Administração.

Palavras-chave

Inteligência Artificial. Gestão Pública. Graduandos de Administração.

Autores

  • ANANIAS FRANCISCO DOS SANTOS
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL (UFMS)
  • LUCAS DA SILVA DOS SANTOS SANTOS
  • Claudiane da Silva dos Santos
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL (UFMS)
  • EDINA COSTA NUNES
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL (UFMS)

Resumo

Introdução

A Inteligência Artificial (IA) tem se consolidado como uma tecnologia transformadora em diversos setores, incluindo a gestão pública e a educação superior. Sua aplicação nas universidades públicas, por exemplo, afeta tanto os processos administrativos quanto a formação dos futuros profissionais da administração pública, alterando significativamente a tomada de decisões, a alocação de recursos e a estruturação de serviços (Henning et al., 2023).

Problema de Pesquisa e Objetivo

Quais são as percepções de discentes do curso de Administração sobre o uso da inteligência artificial na gestão pública, e como essas visões refletem expectativas, preocupações e níveis de confiança em relação à sua aplicação?
Com base nessa indagação, este artigo teve como objetivo analisar as percepções divergentes de discentes sobre o uso da inteligência artificial na gestão pública, identificando pontos de convergência, divergência, preocupações éticas e expectativas quanto aos seus impactos na governança e na prestação de serviços.

Fundamentação Teórica

A transformação digital tem impulsionado mudanças significativas na governança universitária, redefinindo processos administrativos, acadêmicos e estratégicos. A adoção de tecnologias digitais, especialmente a Inteligência Artificial (IA), tem proporcionado maior eficiência, transparência e agilidade na tomada de decisões dentro das instituições de ensino superior. Esse avanço não ocorre de forma isolada, mas é motivado pela necessidade de inovação, competitividade e melhoria da qualidade acadêmica (Gomes & Carmago, 2024; Dignum, 2019).

Metodologia

A pesquisa adota uma abordagem mista, combinando métodos qualitativos e quantitativos através de questionários (perguntas abertas e fechadas). Classifica-se também como pesquisa aplicada, pois busca gerar conhecimento para a solução de problemas práticos no uso da IA na gestão pública, com potencial de aplicação em políticas públicas, práticas administrativas e formação acadêmica.

Análise dos Resultados

O discurso destaca a IA como uma oportunidade de transformação na gestão pública, capaz de melhorar a eficiência, transparência e serviços ao cidadão. Porém, os alunos defendem uma implementação gradual, onde a IA complementa o trabalho humano, sem substituí-lo, especialmente em decisões éticas e complexas. A capacitação contínua dos servidores é fundamental, assim como garantir que a IA não gere desigualdades sociais. A ética, a transparência e a inclusão digital são essenciais, com a sociedade participando ativamente para que a IA beneficie todos sem prejudicar direitos ou ampliar a exclusão

Conclusão

Os discentes de Administração, foco central da análise de percepções, demonstraram uma visão majoritariamente positiva em relação ao uso da IA na gestão pública. Eles reconheceram seu grande potencial para aumentar a eficiência administrativa, reduzir a burocracia e melhorar a transparência nos serviços ao cidadão. Contudo, esses futuros profissionais também expressaram preocupações significativas em relação aos desafios éticos da IA, especialmente no que se refere à privacidade dos dados, segurança cibernética e ao impacto sobre o emprego público.

Contribuição / Impacto

Apesar das contribuições, a pesquisa apresenta algumas limitações que merecem consideração. Primeiramente, a amostra foi restrita, composta por discentes de Administração, professores da área de educação, profissionais de TI e um gestor público. Embora tenha abordado as visões de diversos participantes, o estudo concentrou-se preponderantemente na percepção dos alunos de Administração, sem incluir uma análise comparativa mais aprofundada ou a opinião de outros grupos de profissionais e cidadãos que também teriam uma contribuição relevante para a compreensão do impacto da IA.

Referências Bibliográficas

Bardin, L. (2016). Análise de conteúdo (1ª ed. brasileira, L. A. Reto & A. Pinheiro, Trads.). Edições 70.

Calmbach, A. C. V., Tomaz , A. S. L., & Serzedello, J. E. M. (2025). Educação, ensino e a inteligência artificial: uma revisão de literatura em ciências humanas. Revista Docência E Cibercultura, 9(1), 1–23. https://doi.org/10.12957/redoc.2025.81531

Comba, B. B., Sacabeto, I. S., Caetano, L. M. D., & Bandiri, S. Y. M. (2024). Inteligência Artificial na gestão pública: desafios e oportunidades. Pesquisa e Ensino em Ciências Exatas e da Natureza, 8, 01-06. Disponível em: https://cfp.revista

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