Anais
Resumo do trabalho
Gestão de Pessoas · As faces da Diversidade
Título
Inclusão de Pessoas Autistas no Setor de Tecnologia da Informação: Desafios, Barreiras e Estratégias Organizacionais
Palavras-chave
Neurodiversidade
Inclusão
Tecnologia da Informação
Autores
-
Pamyla Irulegui MedeirosUSP - Universidade de São Paulo
-
Marcelo LancerottiEscola Paulista de Política, Economia e Negócios - Universidade Federal de São Paulo - EPPEN/Unifesp
Resumo
Introdução
A inclusão de pessoas autistas no mercado de trabalho é um tema emergente no debate corporativo. No entanto, observa-se que, mesmo no setor de tecnologia da informação, considerado mais receptivo, as práticas inclusivas ainda são restritas, permanecendo no plano simbólico.
Problema de Pesquisa e Objetivo
O estudo busca responder: quais são as barreiras e estratégias relacionadas à inclusão de pessoas autistas no setor de TI? O objetivo é analisar criticamente essas dinâmicas sob a ótica de profissionais de recursos humanos, identificando lacunas e potencialidades.
Fundamentação Teórica
O artigo articula conceitos de gestão de pessoas, neurodiversidade, capacitismo organizacional e interseccionalidade. A revisão evidencia que a inclusão de pessoas autistas demanda transformações culturais e estruturais, indo além de ações simbólicas e adaptações superficiais.
Metodologia
A pesquisa adota abordagem qualitativa de natureza exploratória, fundamentada na técnica de análise de conteúdo proposta por Bardin (2016). Essa escolha metodológica possibilita compreender os significados atribuídos por diferentes atores organizacionais à inclusão de pessoas autistas no ambiente de trabalho. Foram analisados documentos institucionais, legislações, manuais de boas práticas e literatura acadêmica nacional e internacional. Tal abordagem é adequada a temas emergentes com escassa exploração empírica, como é o caso da neurodiversidade no contexto de Recursos Humanos.
Análise dos Resultados
A análise identificou que processos seletivos não adaptados, ambientes sensoriais inadequados e suporte insuficiente são obstáculos centrais. Embora existam programas de referência, como Autism at Work, sua aplicação ainda é limitada e concentra-se em grandes empresas de tecnologia.
Conclusão
A inclusão de pessoas autistas exige mudanças estruturais nas organizações. Não basta cumprir cotas; é preciso revisar modelos de desempenho, promover capacitação de lideranças e desenvolver políticas integradas de diversidade, ampliando oportunidades além do setor de TI.
Contribuição / Impacto
O estudo contribui ao fornecer subsídios para a formulação de políticas públicas e práticas de gestão inclusivas, promovendo a valorização da neurodiversidade como ativo estratégico. Amplia o debate acadêmico no Brasil sobre inclusão de autistas no contexto organizacional.
Referências Bibliográficas
BARDIN, L. Análise de conteúdo. 2016.
BRASIL. Lei nº 12.764, de 27 dez. 2012.
DELOITTE. Diversidade e Inclusão no Brasil: Panorama 2022.
IBGE. Censo Demográfico 2022: TEA.
SAP. Autism at Work Program. 2022.
BENI, Mariana et al. Capacitismo institucional e neurodiversidade: reflexões sobre gestão de pessoas. Cadernos de Psicologia Social do Trabalho, São Paulo, v. 28, n. 2, p. 155–170, 2025.
CAMARGO, Sílvio et al. Autismo no Brasil: diagnóstico, desafios e perspectivas. Revista Brasileira de Epidemiologia, São Paulo, v. 23, n. 4, p. 1–10, 2020.
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CAMARGO, Sílvio et al. Autismo no Brasil: diagnóstico, desafios e perspectivas. Revista Brasileira de Epidemiologia, São Paulo, v. 23, n. 4, p. 1–10, 2020.