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Anais

Resumo do trabalho

Administração Pública · Gestão em Saúde

Título

DESAFIOS E POSSIBILIDADES DA INTEGRAÇÃO DAS PRÁTICAS INTEGRATIVAS COMPLEMENTARES EM SAÚDE NO AMBIENTE DE TRABALHO: UM ESTUDO COM SERVIDORES PÚBLICOS DE UMA UNIVERSIDADE FEDERAL

Palavras-chave

Práticas Integrativas e Complementares em Saúde Saúde Servidor Público

Autores

  • Marisete Rodrigeri
    UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL (UFFS)
  • Sheila Kocourek
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA (UFSM)
  • Guilherme Emanuel Weiss Pinheiro
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA (UFSM)

Resumo

Introdução

Este trabalho apresenta uma análise das percepções, conhecimentos e interesses dos servidores da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) em relação às Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), que surgem como resposta inovadora aos desafios da saúde pública e gestão de pessoas no setor público, especialmente diante do aumento de doenças ocupacionais e sofrimento mental. Atuando de forma complementar à medicina convencional, as PICS promovem autonomia, autocuidado e visão integral da saúde. Sua implementação em instituições públicas mostra-se viável e desejada.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Este trabalho tem como objetivo verificar o conhecimento e o interesse dos servidores da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) sobre as PICS e analisar se eles as percebem como recurso terapêutico para promoção da saúde no ambiente de trabalho. Parte-se do seguinte questionamento central: de que forma as Práticas Integrativas e Complementares, quando inseridas no contexto laboral, podem favorecer a promoção da saúde e a qualidade de vida dos servidores públicos federais de uma instituição de ensino superior do sul do Brasil?

Fundamentação Teórica

Nas últimas décadas, o setor público brasileiro tem vivenciado um aumento nas exigências por eficiência e produtividade, acompanhado do crescimento de doenças ocupacionais e sofrimento mental entre os trabalhadores. Esse cenário exige abordagens que transcendam o modelo biomédico tradicional. As PICS, que integram saberes populares e científicos, complementam a medicina convencional (NETO, GERMANO, FURTADO, 2016). Segundo a OMS (2014), cerca de 80% da população mundial recorre a essas práticas, motivada pelos altos custos médicos, doenças crônicas e a busca por cuidado mais humanizado.

Discussão

Os resultados apontam a relevância de integrar as PICS às políticas institucionais de saúde ocupacional, promovendo bem-estar individual e fortalecendo a cultura organizacional. Com 96% dos servidores favoráveis à sua implementação e mais de 80% dispostos a aderir às práticas, destaca-se o potencial das PICS na promoção do autocuidado. Relatos qualitativos dos servidores mostraram que as PICS, quando ofertadas institucionalmente, promovem benefícios individuais, repercutem positivamente na dinâmica coletiva, favorecendo relações mais empáticas e colaborativas entre colegas e gestores.

Conclusão

Esses resultados apontam para a necessidade de um compromisso institucional contínuo, que vá além de ações pontuais, episódicas ou meramente experimentais. Para que as PICS se consolidem como instrumentos efetivos de promoção da saúde ocupacional, é essencial que sejam integradas aos planos estratégicos da instituição, com previsão orçamentária, formação de facilitadores, oferta de espaços adequados e, sobretudo, a incorporação de soluções híbridas e tecnológicas, como plataformas digitais de autocuidado e monitoramento.

Contribuição / Impacto

A adoção dessas medidas poderá posicionar a universidade não apenas como um espaço de trabalho, mas como um ambiente promotor de saúde integral, capaz de inspirar outras instituições públicas a seguirem o mesmo caminho. Dada a escassez de pesquisas existentes nesta área, particularmente voltadas a servidores de universidades públicas, este estudo contribui com valiosos insights empíricos e oferece uma base sólida para investigações futuras e para o desenvolvimento de políticas voltadas ao fortalecimento das PICS na promoção da saúde no setor público.

Referências Bibliográficas

NETO, G. B. C.; GERMANO, J. W.; FURTADO, L. G.; O diálogo entre o saber tradicional e o saber médico-científico em uma comunidade tradicional de pescadores no litoral da Amazônia. Coleciona SUS, [S. l.], 2016. Disponível: https://www.uniara.com.br/arquivos/file/eventos/2016/vii-simposio-reforma-agraria-questoes-rurais/sessao4/dialogo-saber-tradicional-saber-medico-cientifico.pdf.Acesso:30 mai. 2025.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Traditional medicine strategy: 2014–2023.Brasília:OMS, 2014. Disponível: http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/92455/1/9789241506090_eng.pdf?ua=1.30 mai. 2025

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