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Anais

Resumo do trabalho

Estudos Organizacionais · Aprendizagem nas Organizações

Título

Inteligência Artificial e Processos Educacionais: uma perspectiva de dignidade a partir do território e da teoria da aprendizagem transformadora

Palavras-chave

Inteligência Artificial Território Aprendizagem Transformadora

Autores

  • Bianca Almerin
    UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE (MACKENZIE)
  • Rafael Augusto Kwiatkoski Vieira
    UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE (MACKENZIE)

Resumo

Introdução

O ensino superior tem sofrido transformações com a disseminação da inteligência artificial (IA), especialmente a IA generativa. Essa tecnologia oferece novas formas de aprendizagem e apoio à docência, mas também gera desafios, como alteração no papel do professor e riscos à autonomia dos alunos. Nota-se que o uso inadequado da IA pode ameaçar a dignidade de professores e alunos. Este estudo propõe uma reflexão, baseada na aprendizagem transformadora e no conceito de território, para preservar essa dignidade.

Problema de Pesquisa e Objetivo

O problema de pesquisa que se apresenta é de que forma se pode preservar a dignidade dos professores e alunos, durante os processos educacionais, diante dos cenários de transformação impulsionados pelas Inteligências Artificiais Generativas.
Diante deste problema, este trabalho tem por objetivo propor o uso da IA em processos educacionais, com um olhar voltado para a educação transformadora. Por essa perspectiva, há um caminho a ser trilhado para que a dignidade de professores e alunos seja preservada, diante do uso dessa tecnologia.

Fundamentação Teórica

Estudo sobre a dignidade a partir conceito de território, tomando como base teórica o pensamento do geógrafo brasileiro Milton Santos, e fazer uma reflexão sobre o uso da IA em ambientes educacionais a partir da teoria da aprendizagem transformadora, de Jack Mezirow.

Discussão

A teoria da aprendizagem transformadora coloca a reflexão no centro das atenções. As transformações profundas são aquelas capazes de alterar os quadros de referência, que refletem os significados que temos a nível profundo.
Para Milton Santos, os sentidos e significados são construídos a partir dos territórios. Dessa forma, pensar processos de transformação por meio da aprendizagem exigem reflexão crítica e pertencimento, processos que devem ser respeitados quando do uso da IA. Assim, a incorporação digna da IA nos territórios envolve horizontalidades, em processo locais e democráticos

Conclusão

A inteligência artificial generativa, em sua lógica matemática e estatística, não pode ser a protagonista de processos educacionais. Propõe-se um protagonismo relacional, o que implica que a relação entre professor, aluno e tecnologias seja pactuado, tendo em vista a manutenção da dignidade dessa relação. É no encontro com o outro, no território, que os espaços reflexivos serão criados, e isso é uma condição necessária à aprendizagem transformadora. Assim, fazem-se necessárias pactuações locais para melhores usos das Inteligências Artificiais.

Contribuição / Impacto

O presente trabalho contribui para a reflexão a respeito da utilização das IA em contextos educacionais. Propõe-se uma regulação humana e territorial que dê coerência à IA como ferramenta voltada à autonomia dos sujeitos, e que componha com a capacidade humana de promover ações transformadoras a partir da reflexão crítica. Assim, procura-se avançar no pensamento sobre a dignidade humana no contexto educacional atual, por meio de uma perspectiva territorial, baseada em Milton Santos, e pelo olhar da teoria da aprendizagem transformadora, de Jack Mezirow.

Referências Bibliográficas

Santos, M. (2001). Por uma outra globalização: Do pensamento único à consciência universal (6ª ed.). Editora Record.
Santos, M. (2006). A natureza do espaço: Técnica e tempo, razão e emoção (4ª ed.). Editora da Universidade de São Paulo.
Mezirow, J., Taylor, E. W., & Associates. (2009). Transformative learning in practice: Insights from community, workplace, and higher education. John Wiley & Sons.
Guattari, F. (2012). As três ecologias (21ª ed.). Papirus.

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