Anais
Resumo do trabalho
Estratégia em Organizações · Estratégia Competitiva
Título
Transformação Digital em um Banco Incumbente: Uma análise sob as perspectivas das Capacidades Gerenciais Dinâmicas e da Ambidestria Organizacional
Palavras-chave
Transformação Digital
Capacidades Gerenciais Dinâmicas
Ambidestria Organizacional
Agradecimento:
Agradeço à Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) pela concessão de bolsas para capacitação dos servidores técnico administrativos da instituição.
Autores
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Monalisa Tatiane de Medeiros FreitasUNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA (UFPB)
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ANDRÉ GUSTAVO CARVALHO MACHADOUNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA (UFPB)
Resumo
Introdução
A transformação digital (TD) tem reconfigurado profundamente a dinâmica organizacional em diversos setores, incluindo o bancário. Tais mudanças exigem dos gestores capacidades específicas para promover adaptação e inovação contínuas. Nesse contexto, destacam-se as capacidades gerenciais dinâmicas (CGD) e a ambidestria organizacional como mecanismos chave para sustentar a evolução estratégica em ambientes regulados e de alta complexidade, como o setor bancário brasileiro.
Problema de Pesquisa e Objetivo
O problema de pesquisa consiste em examinar: Como os atributos das Capacidades Gerenciais Dinâmicas interagem com o desenvolvimento da ambidestria organizacional durante a Transformação Digital em bancos incumbentes brasileiros?
O objetivo consiste em investigar de que forma as Capacidades Gerenciais Dinâmicas influenciam o alcance da ambidestria organizacional em processos de Transformação Digital de um banco incumbente brasileiro.
O objetivo consiste em investigar de que forma as Capacidades Gerenciais Dinâmicas influenciam o alcance da ambidestria organizacional em processos de Transformação Digital de um banco incumbente brasileiro.
Fundamentação Teórica
O estudo se fundamenta nas perspectivas teóricas das capacidades gerenciais dinâmicas e da ambidestria organizacional, analisadas no contexto da transformação digital de um banco tradicional brasileiro. As capacidades gerenciais dinâmicas permitem que os gestores interpretem as mudanças e reconfigurem os recursos organizacionais, enquanto a ambidestria representa a habilidade de equilibrar exploração e explotação, promovendo simultaneamente inovação e eficiência em cenários mutáveis.
Metodologia
Trata-se de uma pesquisa qualitativa com abordagem interpretativista, conduzida em um banco privado de grande porte. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com gestores que acompanham o processo de transformação digital. O material foi examinado por meio da análise de narrativas de prática, buscando compreender como as capacidades gerenciais dinâmicas e a ambidestria organizacional se manifestam em processos de transformação digital.
Análise dos Resultados
A análise das entrevistas revelou a necessidade de interação entre os atributos das capacidades gerenciais, sendo necessárias capacidades como domínio técnico, experiência, resiliência, coordenação de equipes, entre outras, para sustentar a transformação digital. Associado a isso, observou-se predominância de uma ambidestria contextual, com práticas que conciliam exploração e explotação por meio da autonomia e capacidade dos líderes.
Conclusão
O estudo confirma que a transformação digital demanda capacidades gerenciais específicas, que não são previamente estabelecidas na literatura, mas que emergem do contexto organizacional em constante mudança. A ambidestria organizacional, em sua forma contextual, aparece como chave para lidar com a complexidade e manter a coerência estratégica. Dessa forma, conclui-se que as capacidades gerenciais dinâmicas atuam como vetores críticos para alinhar a inovação e a eficiência na gestão bancária durante processos de mudança tão intensos como a transformação digital.
Contribuição / Impacto
O estudo contribui ao evidenciar como gestores transitam entre o planejamento estratégico e as demandas operacionais durante a transformação digital, mobilizando capacidades gerenciais específicas que emergem da prática. Avança-se na compreensão da ambidestria como fenômeno dinâmico e da transformação digital como processo contínuo e não linear, oferecendo implicações relevantes para a gestão de instituições financeiras em contextos de alta complexidade.
Referências Bibliográficas
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O’Reilly III, C. A., & Tushman, M. L. (2008). Ambidexterity as adynamic capability: Resolving the innovator's dilemma. Research in Organizational Behavior, 28, 185-206.
Vial, G. (2019). Understanding digital transformation: A review and a research agenda. The Journal of Strategic Information Systems, 28(2), 118-144.
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