Anais
Resumo do trabalho
Gestão de Pessoas · As faces da Diversidade
Título
HISTÓRIAS DE SEXUALIDADES DISSIDENTES NO AMBIENTE ESCOLAR: uma análise das [des]conexões entre o preconceito e a misoginia, à luz da Teoria Queer
Palavras-chave
Teoria Queer
LGBTQIAPN+
Misoginia
Agradecimento:
Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais
Autores
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Jardel Gonçalves Alves de OliveiraCentro Universitário UNIHORIZONTES
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Jefferson Rodrigues PereiraCentro Universitário Unihorizontes - MG
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Renato ColombyUNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL (UFRGS)
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Jhony Pereira MoraesUNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL (UFRGS)
Resumo
Introdução
As escolas, como instituições formadoras, operam simultaneamente como dispositivos de normatização dos corpos e campos ambíguos de reconhecimento, exercendo controle sobre gestos, afetos e expressões não alinhadas à matriz da inteligibilidade hegemônica.
Problema de Pesquisa e Objetivo
O presente artigo tem como objetivo analisar as trajetórias escolares de sujeitos com sexualidades dissidentes, a partir da escuta de suas histórias de vida, com ênfase nos efeitos da misoginia estrutural e da heterocisnormatividade nos espaços educativos.
Fundamentação Teórica
A pesquisa ancora-se na Teoria Queer, especialmente nos aportes de Judith Butler, Guacira Lopes Louro e Paul Preciado, articulando também debates sobre violência epistêmica, performatividade de gênero e pedagogias críticas.
Metodologia
A metodologia adotada foi qualitativa, com base em entrevistas narrativas com três sujeitos LGBTQIA+ que revisitam suas vivências escolares. As análises foram conduzidas a partir de uma perspectiva hermenêutico-crítica, valorizando os sentidos produzidos nos relatos e os deslocamentos subjetivos operados ao longo das narrativas.
Análise dos Resultados
Os resultados evidenciam que a misoginia, muitas vezes invisibilizada nos estudos sobre sexualidade, emerge como vetor central de regulação dos corpos e das condutas escolares, penalizando, sobretudo, expressões de feminilidade em corpos designados masculinos. Também se identificam estratégias de resistência e invenção, em que os sujeitos desafiam os regimes de visibilidade e constroem formas alternativas de pertencimento.
Conclusão
Conclui-se que as escolas seguem sendo territórios em disputa, onde a presença de sujeitos dissidentes provoca deslocamentos epistêmicos e institucionais ainda pouco enfrentados pelas políticas educacionais.
Contribuição / Impacto
É necessário repensar os currículos, os modos de escuta e as práticas pedagógicas, para que a diferença não seja tolerada sob condição, mas acolhida como constitutiva do processo formativo. O estudo reforça a potência das narrativas como método de denúncia e reinvenção, e aponta caminhos para uma pedagogia comprometida com a justiça e a liberdade.
Referências Bibliográficas
Butler, J. (1990). Gender trouble: Feminism and the subversion of identity. Routledge.
Butler, J. (2003). Problemas de gênero: Feminismo e subversão da identidade (R. Aguiar, Trad.). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.
Foucault, M. (2015). História da sexualidade 1: A vontade de saber (3ª ed., M. T. da C. Albuquerque & J. A. Guilhon Albuquerque, Trads.). São Paulo: Paz e Terra.
Butler, J. (2003). Problemas de gênero: Feminismo e subversão da identidade (R. Aguiar, Trad.). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.
Foucault, M. (2015). História da sexualidade 1: A vontade de saber (3ª ed., M. T. da C. Albuquerque & J. A. Guilhon Albuquerque, Trads.). São Paulo: Paz e Terra.