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Anais

Resumo do trabalho

Administração Pública · Gestão e Inovação em Políticas Públicas

Título

PANORAMA DA INOVAÇÃO SOCIAL EM POLÍTICAS PÚBLICAS: UMA SÍNTESE TEÓRICA COM BASE NO PROTOCOLO PRISMA

Palavras-chave

Inovação Social Políticas Públicas Administração Pública

Autores

  • Alice Dos Santos Acioli e Silva
    Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" - USP
  • Luiz Giovanelli
    Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz - ESALQ
  • Andrea Leite Rodrigues
    UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP)

Resumo

Introdução

A inovação social tem se destacado como abordagem promissora na administração pública ao propor soluções participativas para desafios sociais complexos. Este artigo realiza uma revisão sistemática da literatura sobre inovação social em políticas públicas, mapeando tendências, lacunas e contribuições teóricas entre 2014 e 2024. Utiliza o protocolo PRISMA para identificar, selecionar e analisar 73 estudos relevantes, oferecendo uma síntese crítica da produção acadêmica sobre o tema.

Problema de Pesquisa e Objetivo

A literatura sobre inovação social em políticas públicas é crescente, porém dispersa e marcada por múltiplas abordagens teóricas e metodológicas. Ainda são raros os estudos que sistematizam esse campo de forma crítica, especialmente considerando sua aplicação prática na administração pública. Diante disso, o objetivo deste artigo é mapear, por meio de uma revisão sistemática da literatura orientada pelo protocolo PRISMA, como a inovação social tem sido abordada no contexto das políticas públicas entre os anos de 2014 e 2024.

Fundamentação Teórica

A inovação social é compreendida como a criação e implementação de soluções novas para problemas sociais, com potencial transformador e base colaborativa. No campo das políticas públicas, destaca-se por promover práticas participativas, intersetoriais e adaptadas aos territórios. Autores como Phills et al. (2008), Cloutier (2003) e Andion et al. (2017) sustentam que a IS contribui para redefinir a relação entre Estado e sociedade, ampliando a efetividade e a legitimidade da ação pública.

Discussão

A análise dos 73 artigos revelou foco em temas como governança participativa, sustentabilidade, saúde, educação e inclusão. Observou-se que, na maioria dos casos, as políticas não foram desenhadas como inovações sociais, mas interpretadas como tais posteriormente. A inovação social aparece mais como lente analítica do que como diretriz intencional de formulação, indicando fragilidade conceitual e desafios para sua consolidação no campo das políticas públicas.

Conclusão

A revisão evidenciou que a inovação social é um campo promissor, mas ainda fragmentado no contexto das políticas públicas. A maioria das experiências analisadas não foi concebida como inovadora, o que revela uma lacuna entre teoria e prática. Conclui-se que é necessário avançar na formulação de políticas públicas intencionalmente inovadoras, considerando as especificidades da administração pública e integrando de forma mais estruturada os princípios da inovação social ao desenho das ações governamentais.

Contribuição / Impacto

Este artigo contribui ao consolidar a literatura sobre inovação social em políticas públicas, identificando padrões, lacunas e tendências analíticas. Oferece uma síntese teórica atualizada e metodologicamente rigorosa, útil para pesquisadores e gestores públicos. Aponta ainda a necessidade de incorporar a inovação social de forma intencional nas políticas públicas, ampliando sua capacidade de transformação e orientando futuras agendas de pesquisa na administração pública.

Referências Bibliográficas

ANDION, C. et al. Sociedade civil e inovação social na esfera pública. Rev. Katálysis, v. 20, n. 1, p. 64–74, 2017.
CLOUTIER, J. Qu’est-ce que l’innovation sociale? Montreal: CRISES, 2003.
MOHER, D. et al. The PRISMA statement. PLoS Med., v. 6, n. 7, e1000097, 2009.
PAGE, M. J. et al. The PRISMA 2020 statement. BMJ, v. 372, n. 71, 2021.
PHILLS JR., J. A.; DEIGLMEIER, K.; MILLER, D. T. Rediscovering social innovation. Stanford Soc. Innov. Rev., v. 6, n. 4, p. 34–43, 2008.

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