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Anais

Resumo do trabalho

Gestão de Pessoas · As faces da Diversidade

Título

“SÓ NÃO ENVELHECE QUEM MORRE JOVEM”: COMO OS PROFISSIONAIS ACIMA DE 50 ANOS LIDAM COM OS DESAFIOS DA ASSIMETRIA DE IDENTIDADE INTERNA

Palavras-chave

Profissionais 50+ Assimetria de Identidade Interna Grounded Theory

Autores

  • Reidene de Oliveira Silva
    FUCAPE Business School
  • Sérgio Augusto Pereira Bastos
    FACULDADE FUCAPE (FUCAPE)

Resumo

Introdução

Este estudo investigou como profissionais acima de 50 anos (50+) lidam com os desafios da assimetria de identidade interna. Utilizando uma abordagem qualitativa baseada na Grounded Theory, foram conduzidas entrevistas em profundidade com 27 profissionais brasileiros 50+. O estudo propõe um modelo teórico que articula interseccionalidade, ressignificação identitária e respostas adaptativas ao envelhecimento.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Diante do aumento da longevidade e da permanência de profissionais 50+ no mercado de trabalho, ainda há lacunas sobre como esses indivíduos lidam com conflitos identitários no trabalho. O problema investigado é: como profissionais 50+ experienciam e ressignificam a assimetria de identidade interna? O objetivo é compreender esse processo e propor um modelo teórico que articule barreiras, recursos e respostas identitárias nesse contexto.

Fundamentação Teórica

A pesquisa se apoia na Teoria da Identidade Social e em abordagens sobre assimetria de identidade interna, compreendida como o desalinhamento entre a identidade percebida e a identidade expressa. Articula também conceitos de ressignificação identitária e interseccionalidade, considerando que profissionais 50+ enfrentam desafios múltiplos relacionados à idade, gênero, contexto familiar e profissional, influenciando a forma como constroem e mantêm suas identidades no trabalho.

Discussão

Os resultados revelam que a assimetria de identidade interna entre profissionais 50+ é vivenciada de forma interseccional, dinâmica e recursiva. O modelo teórico desenvolvido mostra que a ressignificação identitária ocorre pela interação entre barreiras e recursos, resultando em respostas que variam de identidades fragilizadas a resilientes adaptativas. Isso desafia visões deterministas sobre envelhecimento e destaca o papel ativo desses profissionais na reconstrução de suas identidades.

Conclusão

O estudo contribui ao revelar que profissionais 50+ não apenas enfrentam a assimetria de identidade interna, mas também a ressignificam ativamente, negociando múltiplas dimensões identitárias. O modelo teórico proposto amplia a compreensão do envelhecimento no trabalho e destaca a importância de recursos e suportes organizacionais. As conclusões desafiam abordagens estáticas da identidade e reforçam o papel da experiência na construção de trajetórias profissionais mais adaptativas.

Contribuição / Impacto

A pesquisa contribui ao propor um modelo teórico que amplia a compreensão sobre envelhecimento e identidade no trabalho, integrando a interseccionalidade às experiências profissionais 50+. Traz implicações práticas para organizações e formuladores de políticas ao evidenciar a importância de ações que combatam o etarismo, promovam o diálogo intergeracional e valorizem a experiência acumulada como ativo estratégico para ambientes de trabalho mais inclusivos e sustentáveis.

Referências Bibliográficas

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