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Anais

Resumo do trabalho

Estratégia em Organizações · Estratégia Internacional e Globalização

Título

DESAFIOS DA INTERNACIONALIZAÇÃO DE STARTUPS BRASILEIRAS DE TECNOLOGIA

Palavras-chave

Internacionalização Startups Internacionalização de Softwares

Autores

  • Juliana dos Santos Rocha
    ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS DE SÃO PAULO (FGV-EAESP)
  • JOSE PEDRO PENTEADO PEDROSO
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE (UFS)
  • Maria Elena Leon Olave
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE (UFS)
  • CLAUDIO MARCIO CAMPOS DE MENDONCA
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE (UFS)

Resumo

Introdução

A presença de startups, empresas com soluções inovadoras e escaláveis (Ries, 2012), tem crescido no Brasil, com 12.040 ativas em 2023 - um terço no setor de TI. Em 2023, o setor de exportação de softwares apresentou um aumento de 17,5%. Compreender a internacionalização de startups se torna um fator estratégico para ampliar mercados e fortalecer empresas brasileiras em cenários internacionais. Este estudo busca compreender os principais desafios enfrentados e estratégias escolhidas durante o processo de internacionalização de startups brasileiras de tecnologia.

Problema de Pesquisa e Objetivo

A pergunta de pesquisa que guia o estudo é: De que forma acontece o processo de internacionalização das startups brasileiras do segmento de TI?
Este artigo tem como objetivo compreender o processo de internacionalização de startups que atuam no segmento de tecnologia, levando em consideração os principais desafios e dificuldades encontrados. Existem 4 objetivos específicos: (1) Entender a motivação das empresas; (2) Mapear o processo de internacionalização; (3) Detectar as principais dificuldades durante o processo (4) Conhecer as estratégias e ações utilizadas pelas startups estudadas.

Fundamentação Teórica

A fundamentação teórica é dividida em três subtemas:
- Estratégias para Internacionalização: baseada as abordagens comportamentais de internacionalização, em especial o Modelo de Uppsala (Johanson & Vahlne, 1976) e o Empreendedorismo Internacional (McDougall, 1989) e os seis principais motivadores para internacionalização (Gazquez & Machado, 2019).
- Startups: suas principais características (Maia et al., 2021; Noronha et al., 2022); startups no Brasil (Sena & Blattmann 2018)
- Internacionalização de startups brasileiras: benefícios para o Brasil (Rocha, Olave & Ordonez, 2020); regulamentação.

Metodologia

Essa pesquisa é um estudo de caso múltiplo de caráter qualitativo. As fontes de evidências escolhidas para a realização da pesquisa foram: entrevistas semiestruturadas e pesquisa documental. As entrevistas com os gestores das startups escolhidas foram realizadas utilizando as plataformas Google Meet e Zoom, com duração aproximada de 50 minutos, seguindo um roteiro semiestruturado. Foram selecionadas quatro empresas, por meio de pesquisas no Sales Navigator, do LinkedIn. Para o tratamento e análise dos dados das entrevistas, utilizou-se a técnica de análise de conteúdo e documental.

Análise dos Resultados

Foram analisadas as informações obtidas na pesquisa por meio das entrevistas com os gestores das empresas participantes. Esta seção foi estruturada por subtópicos com base nos objetivos específicos do trabalho: 1 - características das empresas pesquisadas; 2 - análise dos contextos e motivações para a internacionalização; 3 - mapeamento do fuxo processo de internacionalização; 4 - dificuldades encontradas e estratégias usadas para contornar os problemas.

Conclusão

As empresas que realizaram sua expansão internacional de forma planejada e com iniciativa interna, como a Empresa B e a Empresa C, se internacionalizaram conforme o Modelo de Uppsala (Johanson & Vahlne, 1977), já as Empresas A e D, apresentaram um modelo muito parecido com o Empreendedorismo Internacional, proposto por McDougall (1989), que consiste em empresas que identificam oportunidades no exterior e de maneira ágil as aproveitam.
As Empresas A e D foram motivadas principalmente por demandas internacionais, enquanto as Empresas B e C focaram no crescimento como principal motivador.

Contribuição / Impacto

A expansão internacional pode ocorrer de maneiras diferentes a depender da estratégia e dos fatores motivadores (internos ou externos). As adaptações nos produtos para o mercado estrangeiro podem variar entre mudanças marginais e reinvenção, mostrando a importância da flexibilidade no processo.
A relevância deste estudo para o âmbito acadêmico e empresarial reside na análise das etapas do processo de internacionalização de startups, suas principais dificuldades e estratégias para enfrentar esses obstáculos, fornecendo insights valiosos para gestores e contribuindo para os estudos nesta área.

Referências Bibliográficas

Johanson, J., & Vahlne, J.-E. (1977). The internationalization process of the firm: A model of knowledge development and increasing foreign market commitments. Journal of International Business Studies, 8(1), 23–32.

McDougall, P. P. (1989). International versus domestic entrepreneurship: New venture strategic behavior and industry structure. Journal of business venturing, 4(6), 387-400.

Herranz, A., & Machado, H. P. V. (2019). Motivadores da Internacionalização de Pequenas Empresas de Software: um estudo multi casos nos contextos brasileiro e espanhol. RECADM, 18(2), 261-280.

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