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Anais

Resumo do trabalho

Gestão Socioambiental · Sustentabilidade e Desempenho das Organizações

Título

GOVERNANÇA E SUSTENTABILIDADE EM HOSPITAIS UNIVERSITÁRIOS: o caso da MEJC/EBSERH

Palavras-chave

Ebserh ESG Gestão Hospitalar

Autores

  • Camila Guedes de Farias
    UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE (UFRN)
  • Vinicio de Souza e Almeida
    UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE (UFRN)
  • Filipe Cunha Reges da Costa
    UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE (UFRN)
  • Manoel Venâncio Rodrigues Filho
    UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE (UFRN)

Resumo

Introdução

As práticas ESG (Environmental, Social and Governance) estão se tornando essenciais para organizações, aumentando competitividade e reduzindo custos. No contexto de hospital público garantem atuação responsável e sustentável. A EBSERH, maior rede de hospitais públicos universitários do Brasil com 45 unidades, representa ambiente estratégico para implementação dessas práticas, priorizando não apenas aspectos financeiros, mas impacto ambiental e social.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Como a implementação sistemática de práticas ESG influencia os indicadores de desempenho operacional, sustentabilidade ambiental e responsabilidade social em hospitais universitários públicos brasileiros? Objetiva-se examinar correlações entre indicadores ESG e métricas de desempenho, identificar fatores críticos de efetividade e propor modelo de avaliação ESG adaptado às especificidades dos hospitais universitários.

Fundamentação Teórica

A literatura evidencia crescente reconhecimento das práticas ESG organizacionais. Estudos demonstram que governança estruturada abrangendo questões ambientais e sociais propicia boas práticas. No setor hospitalar brasileiro, há adoção incipiente e fragmentada de ESG. Permanecem lacunas sobre indicadores de sustentabilidade hospitalar, métricas de avaliação e transparência na governança de hospitais públicos, justificando investigações adicionais.

Metodologia

Coleta de dados de 10 anos nos setores responsáveis por cada pilar ESG da MEJC/EBSERH, por meio de múltiplas fontes institucionais. Análise via correlação e regressão linear usando Mínimos Quadrados Ordinários (MQO). Desenvolvimento de framework conceitual integrando os três pilares ESG às especificidades dos hospitais universitários públicos, com modelos bivariados e multivariados para examinar relações entre variáveis.

Análise dos Resultados

Identificou-se correlação negativa forte entre patrimônio líquido e absenteísmo (r=-0,98), relação significativa entre funcionários e custos de pessoal (R²=0,957), e correlação entre atestados de saúde mental e afastamentos (R²=0,688). Observou-se crescimento de 155,7% no pessoal e 148,5% nos custos, com redução de 29,7% no consumo de água e 15,2% na energia, evidenciando eficiência ambiental, mas com desafios sociais crescentes.

Conclusão

A implementação de práticas ESG demonstra potencial transformador na gestão hospitalar pública, promovendo sustentabilidade institucional e eficiência operacional. Evidenciaram-se tendências positivas ambientais e de governança, mas desafios no pilar social. A coleta sistemática de dados confiáveis é crucial para programas ESG efetivos. O estudo oferece modelo adaptável e replicável para outros hospitais da rede EBSERH.

Contribuição / Impacto

Propõe framework conceitual inovador integrando ESG às especificidades hospitalares públicas. Estabelece parâmetros mensuráveis para impacto e metas sustentáveis, criando referencial para políticas institucionais na rede EBSERH. Contribui para ODS 3, 12 e 13, facilitando políticas baseadas em evidências. Demonstra viabilidade de alinhamento entre missões assistenciais/acadêmicas e responsabilidades ambientais/sociais amplas.

Referências Bibliográficas

Principais referências incluem Irigaray e Stoker (2022) sobre desenvolvimento sustentável, Galvão et al. (2023) sobre sustentabilidade hospitalar, Nascimento et al. (2017) sobre maturidade ESG em hospitais brasileiros, Pereira et al. (2024) sobre governança e performance hospitalar, Takeda et al. (2024) sobre ESG e transformação digital, Marx (2021) sobre governança pública e ESG, entre outros autores relevantes da área.

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