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Anais

Resumo do trabalho

Turismo e Hospitalidade · Dimensões e Contextos do Turismo e da Hospitalidade

Título

CAMINHABILIDADE EM EVENTOS CULTURAIS: UMA PROPOSTA DE FRAMEWORK TEÓRICO

Palavras-chave

Caminhabilidade eventos culturais modelo
Agradecimento: Agradecimento à CAPES, que financiou parte da pesquisa.

Autores

  • Laura Katarina da Silva Pereira Aragão
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE (UFCG)
  • Ana Cecília Feitosa de Vasconcelos
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE (UFCG)

Resumo

Introdução

A caminhabilidade - medida em que o ambiente é agradável para o pedestre - tem sido associada à qualidade de vida pelos benefícios que proporciona aos citadinos (Jaśkiewicz; Besta, 2013).Visto a capacidade da caminhabilidade em proporcionar espaços mais sustentáveis, equitativos e socialmente ativos, surge a importância de analisá-la em ambientes como os eventos.
Os eventos culturais atraem grande fluxo de pessoas para o local onde ocorrem, e essa lotação do espaço, por sua vez, afeta a mobilidade dentro do ambiente onde o evento acontece (Pratiwi; Zhao; Mi, 2015).

Problema de Pesquisa e Objetivo

Embora existam estudos em gestão de eventos que considerem o aspecto físico do espaço (Morgan, 2008), a grande maioria entende esse fator como sendo uma dimensão ou variável da experiência do evento, sob uma perspectiva turística. Desse modo, é ainda incipiente pesquisas de análise da caminhabilidade em eventos culturais.
É nessa conjuntura que surge a questão problema desta pesquisa: como analisar a caminhabilidade em eventos culturais? Assim, o objetivo deste estudo é propor um framework teórico para análise de caminhabilidade em eventos culturais.

Fundamentação Teórica

Barrera-Fernández et al. (2019) destacam a importância econômica dos eventos culturais para o destino, principalmente por serem um atrativo turístico, além de constituírem um fator de diferenciação para a cidade. Esse mesmo aumento no fluxo de pessoas, segundo os autores, traz consequências negativas se não for bem planejado, sobretudo em termos de gestão urbana e mobilidade. Desse modo, um correto gerenciamento dessa questão possibilita uma melhor experiência para os frequentadores do evento. Ainda, estudos têm considerado os atributos físicos parte da experiência do evento (Morgan, 2008).

Discussão

O modelo de Barrera-Fernandez e Hernandez-Escampa (2020) de análise de caminhabilidade em eventos culturais foi adaptado neste estudo a partir de uma revisão integrativa da literatura. Com base em outros trabalhos, o novo framework teórico propõe 21 variáveis distribuídas em seis dimensões: acessibilidade, ambiente, atratividade, calçada, segurança pessoal e segurança viária.

Conclusão

Os eventos culturais possibilitam a vivência da cultura local pelos moradores e turistas, bem como incentivam o desenvolvimento da cidade sede em termos econômicos e sociais (Barrera-Fernandez et al., 2019; Holt; Lapenta, 2017). Entretanto, essas reuniões atraem um grande fluxo de pessoas, o que, por sua vez, pode acarretar problemas à mobilidade (Pratiwi; Zhao; Mi, 2015). Nesses termos, os eventos devem ser planejados para todos, onde as condições de caminhabilidade se tornam um fator importante nesse contexto. Entretanto, ainda existem poucos estudos nesse contexto.

Contribuição / Impacto

O modelo teórico proposto preenche uma lacuna teórica ao adaptar variáveis já consolidadas na literatura de caminhabilidade a um contexto que ainda é pouco explorado. Ainda, a proposição pode contribuir com futuras pesquisas ao replicar o modelo em outros contextos. Em relação às limitações, a pesquisa apresenta uma revisão da literatura mais exploratória e com um protocolo menos rígido.

Referências Bibliográficas

Barrera-Fernández, D., & Hernández-Escampa, M. (2020). Mobilidade em eventos urbanos: caminhabilidade e acessibilidade na Guelaguetza. Annals of Leisure Research. ; Pratiwi, A. R, Zhao, S., & Mi, X. (2015). Quantifying the relationship between visitor satisfaction and perceived accessibility to pedestrian spaces on festival days. Frontiers of Architectural Research, 4(4), 285–295.; Morgan, M. (2008). What makes a Good Festival? Understanding the Event Experience. Event Management, 12(2), 81–93.

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