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Anais

Resumo do trabalho

Artigos Aplicados · Administração Pública

Título

Contribuições teóricas e práticas da burocracia em nível de rua para a gestão escolar: um estudo de caso

Palavras-chave

Gestão escolar Autoetnografia Burocracia em nível de rua

Autores

  • Helder Pedreira
    Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM)
  • Ilan Avrichir
    Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM)

Resumo

Introdução

O estudo investiga a gestão escolar como prática de burocracia de nível de rua, analisando a atuação discricionária do gestor frente à implementação de políticas públicas. A abordagem autoetnográfica permite narrar, com densidade crítica, a experiência concreta em uma escola da periferia de São Paulo.

Contexto Investigado

A pesquisa foi realizada em uma escola pública da Zona Sul de São Paulo, inserida em território de alta vulnerabilidade social. O cenário analisado revelou precariedade institucional, evasão escolar e desmobilização comunitária, configurando um ambiente de desafios complexos à gestão educacional.

Diagnóstico da Situação-Problema

O diagnóstico evidenciou falhas na comunicação escola-comunidade, ausência de planejamento colaborativo, baixa participação docente e estrutura organizacional fragmentada. Indicadores revelaram queda na aprendizagem e no engajamento dos estudantes, além de desgaste da equipe escolar.

Intervenção Proposta

A intervenção gestora articulou cinco eixos: escuta ativa das famílias, formação docente situada, reestruturação de rotinas pedagógicas, reorganização de turmas e valorização institucional. As ações foram ancoradas em práticas de mediação, de transparência e de produção coletiva de soluções.

Resultados Obtidos

Observou-se melhora nos indicadores de aprendizagem, aumento da participação comunitária, redução da evasão escolar e fortalecimento da equipe. O clima organizacional se tornou mais colaborativo, e os estudantes passaram a ocupar espaços decisórios. O Conselho Escolar e o Grêmio Estudantil foram reativados.

Contribuição Tecnológica-Social

A experiência gerou dispositivos replicáveis de gestão pedagógica, como protocolos de escuta, matrizes de planejamento e rubricas de devolutiva. Reconfigurou-se o papel do gestor como mediador ético e político, fortalecendo a escola como espaço de pertencimento e de transformação coletiva.

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