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Anais

Resumo do trabalho

Estudos Organizacionais · Organizações Alternativas

Título

O PAPEL DAS METAORGANIZAÇÕES NA SUSTENTABILIDADE: UMA ANÁLISE A PARTIR DA LITERATURA

Palavras-chave

Metaorganizações Sustentabilidade Colaboração

Autores

  • Cíntia Raquel Peña
    UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL (UFRGS)

Resumo

Introdução

As metaorganizações são arranjos colaborativos formados por entidades autônomas, como ONGs, empresas e governos, que se unem para enfrentar desafios ambientais complexos. No Brasil, elas têm ganhado relevância na articulação de políticas e ações coletivas voltadas à sustentabilidade. Combinando inovação, tecnologia e governança colaborativa, essas redes permitem avanços em áreas como clima, biodiversidade e economia circular, sendo fundamentais para alcançar metas globais, como as do Acordo de Paris.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Este artigo investiga como as metaorganizações podem contribuir para a melhoria ambiental por meio de redes colaborativas. O problema central reside em compreender se a gestão dessas estruturas interdependentes facilita ou dificulta a adoção de práticas sustentáveis. O objetivo é analisar, com base em estudos de caso, de que forma as metaorganizações podem ser instrumentalizadas para enfrentar desafios ecológicos, como as mudanças climáticas e a promoção da economia circular no Brasil.

Fundamentação Teórica

As metaorganizações são redes compostas por entidades autônomas que colaboram em prol de objetivos comuns, mantendo sua independência. Segundo Berkowitz (2022, 2024), essas estruturas oferecem uma nova forma de governança ambiental, embora enfrentem desafios de coordenação e interesses divergentes. Autores como Chesbrough (2003) e Bui et al. (2023) destacam o papel da inovação e da tecnologia na eficácia dessas redes. No Brasil, exemplos como o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica mostram como as metaorganizações promovem práticas sustentáveis e colaborativas.

Discussão

A análise revela que as metaorganizações enfrentam desafios como a coordenação entre membros e o alinhamento de interesses, o que afeta sua eficácia em promover práticas sustentáveis. No entanto, mostram-se essenciais na governança ambiental, especialmente quando integram inovação, tecnologias emergentes e economia circular. Casos brasileiros, como o Fórum de Mudanças Climáticas e a Rede Cerrado, ilustram o potencial transformador dessas redes. A flexibilidade na gestão e o uso de dados são chave para o sucesso das ações colaborativas voltadas à sustentabilidade.

Conclusão

A pesquisa evidencia que, embora enfrentem desafios de coordenação e alinhamento de interesses, as metaorganizações ambientais possuem grande potencial para promover sustentabilidade. A integração de tecnologias emergentes, governança adaptável e economia circular pode ampliar seu impacto positivo. Casos brasileiros ilustram essas possibilidades. Para avançar, é essencial fortalecer o monitoramento, aprofundar o vínculo com políticas públicas e ampliar estudos comparativos sobre gestão colaborativa em contextos diversos.

Contribuição / Impacto

Este estudo contribui ao ampliar a compreensão sobre o papel das metaorganizações na governança ambiental, destacando como sua estrutura colaborativa pode favorecer práticas sustentáveis. Ao aplicar o conceito ao contexto brasileiro, a pesquisa oferece uma nova perspectiva teórica e prática sobre a articulação entre inovação, tecnologia e sustentabilidade. Os achados fornecem subsídios para o aprimoramento de estratégias de gestão em redes interorganizacionais voltadas ao enfrentamento de desafios ambientais complexos.

Referências Bibliográficas

Berkowitz et al. (2022); Berkowitz (2024); Ahrne & Brunsson (2008); Bourguignon et al. (2020); Garaudel (2020); Fichter et al. (2012); Freeman & Liedtka (2023); Lévesque et al. (2018); Sobczak (2007); Donaghey & Reinecke (2018); Egels-Zandén & Hyllman (2007); Chesbrough (2003); Dyer & Nobeoka (2000); Bui et al. (2023); Bocken et al. (2014); Ellen MacArthur Foundation (2015); IPAM (2020); Rasche (2020); Munaro & Tavares (2022); Seroa da Motta (2011); Tomas et al. (2024); Rede Cerrado (n.d.); United Nations (2015).

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