Anais
Resumo do trabalho
Finanças · Finanças Comportamentais
Título
Finanças Digitais: uma análise exploratória do uso de aplicativos financeiros e do conhecimento financeiro digital
Palavras-chave
aplicativos financeiros
conhecimento financeiro digital
finanças pessoais
Autores
-
Natali Morgana CassolaUNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA (UFSM)
-
Kelmara Mendes VieiraUNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA (UFSM)
-
Maria Fernanda da Silveira FeldmannUNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA (UFSM)
-
Iasmin Camile BerndtUNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA (UFSM)
-
Anna Febe Machado Arruda
Resumo
Introdução
A transformação digital tem alterado profundamente a forma como os indivíduos lidam com suas finanças. O avanço das tecnologias financeiras, conhecidas como fintechs, e a crescente digitalização dos serviços bancários tornaram essencial o desenvolvimento de competências que envolvam não apenas o conhecimento financeiro tradicional, mas também a capacidade de navegar com segurança e autonomia em plataformas digitais.
Problema de Pesquisa e Objetivo
O estudo tem como objetivo geral avaliar a percepção de indivíduos de diferentes faixas etárias quanto ao uso de aplicativos financeiros e o seu nível de conhecimentos financeiros digitais. De forma mais específica, busca-se investigar os conhecimentos e habilidades digitais aplicados às finanças; analisar o grau de familiaridade e confiança no uso de aplicativos financeiros; identificar barreiras e desafios percebidos no uso de serviços financeiros digitais e o conhecimento financeiro digital.
Fundamentação Teórica
A alfabetização financeira digital é compreendida como o conjunto de habilidades, conhecimentos e atitudes necessários para utilizar com segurança serviços financeiros digitais e tomar decisões financeiras informadas neste ambiente virtual (Lyons & Kass-Hanna, 2021). Portanto é uma competência multidimensional que abrange tanto a alfabetização financeira quanto a alfabetização digital, incluindo aspectos como conhecimento sobre produtos financeiros digitais, proteção contra fraudes, uso prático de aplicativos e consciência dos direitos do consumidor (Golden & Cordie, Choun et al., 2023).
Metodologia
Abordagem predominantemente qualitativa, aliado ao método de procedimento descritivo e as técnicas de pesquisa incluíram entrevistas semiestruturadas e análise de conteúdo. As entrevistas foram estruturadas em quatro blocos principais de perguntas, além do questionário de perfil sociodemográfico. Foram entrevistados 41 indivíduos. Como técnicas de análise foram utilizadas a análise de conteúdo e a estatística descritiva.
Análise dos Resultados
A maioria dos entrevistados já está utilizando com pouca frequência os meios tradicionais e priorizando o uso dos aplicativos digitais. A maioria está confiante de que sabe utilizá-los mas tem algumas incertezas quanto à segurança dos seus dados nestes aplicativos. Apesar do crescente uso dos aplicativos financeiros, ainda há uma parcela significativa dos entrevistados que não utiliza destes para o controle e planejamento financeiros. Quanto ao conhecimento financeiro digital, a maioria dos entrevistados apresentou um nível intermediário.
Conclusão
Os participantes reconhecem, majoritariamente, benefícios associados à praticidade, agilidade e centralização proporcionadas pelos aplicativos financeiros. No entanto, também expressam preocupações relevantes com a segurança dos dados, a exclusão digital de grupos vulneráveis e a perda de interações presenciais. As projeções quanto ao futuro apontam para a intensificação do uso dessas tecnologias, ainda que acompanhadas de críticas quanto aos riscos da excessiva digitalização.
Contribuição / Impacto
O Brasil vem adotando estratégias como a incorporação de mecanismos de transferência instantânea, por exemplo o Pix; a criação do open banking e o pagamento de benefícios sociais a partir de contas digitais que incentivam a utilização dos serviços financeiros digitais e buscam promover a inclusão financeira. Entretanto, estas estratégias exigem do cidadão, inclusive daqueles até então desbancarizados, a aquisição de novos conhecimentos financeiros e digitais. Assim, amplia-se a necessidade de que os agentes públicos criem estratégias de ampliação dos níveis de educação financeira digital.
Referências Bibliográficas
Golden, S., & Cordie, L. (2022). Financial literacy in the digital age: A review of the literature. Journal of Financial Education, 48(1), 1–20.
Lyons, A. C., & Kass-Hanna, J. (2021). A methodological overview to defining and measuring “digital” financial literacy. Financial Planning Review, 4(2), e1113.
Koskelainen, T., Kalmi, P., Scornavacca, E., & Vartiainen, T. (2023). Financial literacy in the digital age—A research agenda. Journal of Consumer Affairs, 57(1), 507-528.
Lyons, A. C., & Kass-Hanna, J. (2021). A methodological overview to defining and measuring “digital” financial literacy. Financial Planning Review, 4(2), e1113.
Koskelainen, T., Kalmi, P., Scornavacca, E., & Vartiainen, T. (2023). Financial literacy in the digital age—A research agenda. Journal of Consumer Affairs, 57(1), 507-528.