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Anais

Resumo do trabalho

Estratégia em Organizações · Estratégia Competitiva

Título

EFEITOS DA AMBIDESTRIA ORGANIZACIONAL NA CAPACIDADE PARA INOVAÇÃO (INNOVATIVENESS).

Palavras-chave

Ambidestria Capacidade para Inovação Desempenho Organizacional

Autores

  • Vinicius Oliveira
    UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE (MACKENZIE)
  • SILVIO POPADIUK
    UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE (MACKENZIE)
  • Ana Moreira Ferreira Ataliba
  • Maria Alice Gomes Medeiros
  • Pedro Paulo Rizzi

Resumo

Introdução

A ambidestria organizacional é a capacidade de equilibrar atividades exploratórias (inovação e adaptação) e explotatórias (eficiência e melhoria contínua). Este estudo investiga como a ambidestria impacta a capacidade de inovação nas organizações, propondo avaliar separadamente os efeitos da exploração, da explotação e da ambidestria. A pesquisa destaca a relevância acadêmica e econômica do tema, enfatizando que empresas ambidestras tendem a ser mais inovadoras, produtivas, competitivas e adaptáveis em mercados dinâmicos.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Problema de pesquisa: A ambidestria organizacional provoca efeitos na capacidade para inovação organizacional?
Objetivo: Com este estudo examina-se os efeitos da ambidestria organizacional, entendida como a capacidade de equilibrar exploração (exploration) e explotação (exploitation), sobre a capacidade para inovação.

Fundamentação Teórica

A ambidestria organizacional, definida como a capacidade de equilibrar atividades exploratórias e explotatórias (March, 1991), favorece a adaptação e o desempenho organizacional. Ela permite simultaneamente inovação incremental e radical (O’Reilly & Tushman, 2007). A capacidade para inovação é a habilidade de gerar e aplicar novas ideias (Hult, Hurley & Knight, 2004). Há relação positiva entre ambidestria e inovação, sendo que empresas ambidestras inovam mais (Kurniawan et al., 2020).

Metodologia

A pesquisa é descritiva e explanatória (Bhattacherjee, 2012; Saunders et al., 2016). A amostra mínima foi estimada em 81 casos (Faul et al., 2007), e a coleta ocorreu via questionário estruturado enviado por link. A ambidestria organizacional foi mensurada com a escala de Jansen et al. (2006) e a capacidade para inovação com a de Hurley e Hult (1998), ambas com escala de seis pontos. O questionário também incluiu dados de perfil dos respondentes, como gênero, formação, idade e cargo.

Análise dos Resultados

Os resultados mostram que a maioria dos respondentes possui ensino superior e ocupa cargos de gerência ou supervisão. Indicadores de explotação obtiveram médias mais altas que os de exploração. A análise por equações estruturais (SmartPLS) demonstrou que exploração e explotação explicam 48,5% da capacidade para inovação, com destaque para a explotação. A ambidestria, como combinação das duas, também teve efeito significativo (47,7%), confirmando as hipóteses com validade e confiabilidade estatística.

Conclusão

O estudo revelou que a ambidestria organizacional influencia positivamente a capacidade para inovação. As empresas que conseguem harmonizar suas atividades exploratórias e explotatórias são mais aptas a desenvolver e implementar inovações radicais ou incrementais, beneficiando-se de uma posição estratégica competitiva no mercado. Os achados ressaltam a importância de uma gestão estratégica voltada ao equilíbrio dessas atividades, proporcionando condições ideais para inovação contínua e adaptabilidade frente às mudanças do ambiente de negócios.

Contribuição / Impacto

Sob o enfoque acadêmico este estudo reforça a compreensão da relevância estratégica do equilíbrio entre exploração e explotação para o fortalecimento da capacidade inovadora das organizações. Em termos práticos, fornece insights para aos gestores sobre como estruturar equipes e processos internos para maximizar o potencial inovador das empresas. Além disso, enfatiza a importância de cultivar uma cultura organizacional que incentive simultaneamente a criatividade e a eficiência operacional, promovendo vantagens competitivas sustentáveis.

Referências Bibliográficas

AlKhamees, S. B., & Durugbo, C. M. (2024). Organisational ambidexterity and innovation: a systematic review and unified model of ‘CODEC’ management priorities. Management Review Quarterly. DOI: 10.1007/s11301-024-00474-5.
March, J. G. (1991b). Exploration and exploitation in organizational learning. Organization Science, 2(1), 71–87. https://doi.org/10.1287/orsc.2.1.71
O´Reilly III, C., & Tushman, M. L. (2007). Ambidexterity as a dynamic capability: Resolving the innovator’s dilemma. Research in Organizational Behavior, 28, 185–206. https://doi.org/10.1016/j.riob.2008.06.002

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