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Anais

Resumo do trabalho

Finanças · Governança Corporativa, Risco e Compliance

Título

DESEMPENHO CORPORATIVO NA RELAÇÃO ENTRE ATIVISMO ACIONÁRIO E SUSTENTABILIDADE: O Papel dos Fundos de Pensão em Empresas Brasileiras

Palavras-chave

Ativismo Acionário ESG Fundos de pensão
Agradecimento: Os autores agradecem à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)

Autores

  • Karinie Meire Costa
    UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO (UFES)
  • Fabiano Guasti Lima
    UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP)
  • Patricia Maria Bortolon
    UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO (UFES)
  • Rafael de lacerda Moreira
    UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO (UFES)

Resumo

Introdução

Nas últimas décadas, o ativismo acionário consolidou-se como ferramenta estratégica para influenciar o comportamento corporativo, sobretudo em aspectos de governança e sustentabilidade empresarial (Barko et al., 2022), caracterizando-se pela atuação de acionistas minoritários que, sem pretensão de controle, buscam promover mudanças capazes de agregar valor às empresas ou fomentar práticas alinhadas a princípios ambientais, sociais e de governança (ESG) (Gillan & Starks, 2007).
Esse fenômeno tem se intensificado entre grandes investidores institucionais, como os fundos de pensão.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Ainda há escassez de estudos que investiguem, de forma integrada, o impacto do ativismo sobre desempenho corporativo e ESG, considerando moderadores como fundos de pensão, desempenho financeiro e efeitos da pandemia.
O objetivo de analisar, de forma integrada, as relações entre ativismo acionário, desempenho e sustentabilidade em empresas brasileiras, destacando os papéis moderadores dos fundos de pensão, do desempenho financeiro e dos efeitos da pandemia.

Fundamentação Teórica

A pesquisa fundamenta-se na Teoria da Agência e na Teoria Institucional. O ativismo busca reduzir conflitos de agência, mas enfrenta obstáculos institucionais.
Estudos mostram efeitos ambíguos do ativismo sobre desempenho e ESG, variando por país e contexto regulatório (Gillan & Starks, 2007; Barko et al., 2022). No Brasil, há lacunas sobre como fundos de pensão e crises impactam essa relação.

Metodologia

Estudo quantitativo, de natureza descritiva e explicativa, realizado com dados secundários para o período de 2019 a 2023.
Com Modelagem de Equações Estruturais Baseada em Covariância (CB-SEM), no software R, para testar as relações entre ativismo, desempenho e ESG, moderado pela participação dos fundos de pensao
O índice de ativismo foi elaborado a partir da análise de 11.780 atas empresas listadas junto à CVM, utilizando o software MAXQDA para triagem textual automatizada, seguida de análise detalhada. Os dados financeiros da Refinitiv e dos fundos disponibilizados pela PREVIC

Análise dos Resultados

Os resultados mostram impacto positivo do ativismo no desempenho e na sustentabilidade, embora fundos de pensão não tenham apresentado efeito moderador significativo.
O desempenho moderou negativamente a relação entre ativismo e ESG, sugerindo menor sensibilidade em empresas já alinhadas a práticas sustentáveis.
A pandemia afetou negativamente a interação entre ativismo e sustentabilidade.

Conclusão

O estudo confirma o papel do ativismo como mecanismo de governança em mercados emergentes, mas revela limitações institucionais e contextuais, especialmente no Brasil.
Oferece evidências inéditas sobre a dinâmica entre ativismo, desempenho e ESG, destacando que nem sempre o ativismo se traduz em mudanças efetivas.
Sugere-se aprofundar estudos qualitativos sobre engajamentos e contextos institucionais.

Contribuição / Impacto

Este estudo contribui ao integrar ativismo, ESG, fundos de pensão e pandemia via CB-SEM, contribuindo para a compreensão do ativismo em mercados emergentes.
Oferece insights práticos para reguladores, fundos de pensão e gestores sobre governança e riscos de greenwashing, destacando o ativismo como ferramenta estratégica para alinhar interesses corporativos e sustentabilidade.

Referências Bibliográficas

Barko et al. (2022); Becht et al. (2009); Gillan & Starks (2007); Grewal et al. (2016); Jensen & Meckling (1976); Tai & Miwa (2023); Bernard et al. (2023); Fatemi et al. (2018); Vargas et al. (2018); Sonza & Granzotto (2018); Valaskova et al. (2023).

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