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Anais

Resumo do trabalho

Gestão de Pessoas · Bem-Estar e Mal-Estar no Trabalho

Título

A QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO DOS PROFISSIONAIS DA ÁREA DE RECURSOS HUMANOS DO CAMPO DAS VERTENTES/MG

Palavras-chave

Qualidade de Vida no Trabalho Profissionais de Recursos Humanos Modelo de Walton
Agradecimento: Agradecemos ao IF Sudeste Campus São João del-Rei/MG pelo apoio concedido.

Autores

  • Marinara Flávia da Silva Costa
    Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais - Campus São João del-Rei
  • Leandro Eduardo Vieira Barros
    INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO SUDESTE DE MINAS GERAIS (IFSEMG)
  • Sâmara Sathler Corrêa de Lima
    Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais

Resumo

Introdução

Entender a qualidade de vida dos profissionais de Recursos Humanos que atuam na região do campo das Vertentes, em Minas Gerais, é relevante para o bem-estar e desempenho no trabalho. Este tema envolve questões como equilíbrio entre vida pessoal e profissional, condições de saúde e bem-estar, oportunidades de desenvolvimento profissional e social, qualidade do ambiente de trabalho, entre outros. A melhoria da qualidade de vida desses profissionais pode contribuir significativamente para a produtividade das organizações e para o desenvolvimento sustentável da região.

Problema de Pesquisa e Objetivo

O presente artigo tem como objetivo analisar a Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) dos profissionais da área de Recursos Humanos (RH) que atuam no Campo das Vertentes, com base na percepção desses trabalhadores, destacando os fatores que impactam positiva ou negativamente em seu bem-estar, satisfação e desempenho no ambiente de trabalho. Nesse sentido, busca-se responder ao seguinte problema de pesquisa: Como a qualidade de vida no trabalho dos profissionais da área de Recursos Humanos do Campo das Vertentes influencia em seu bem-estar, satisfação profissional e desempenho organizacional?

Fundamentação Teórica

A Qualidade de Vida no Trabalho (QVT), surgiu após a Segunda Guerra, ganhando destaque nos anos 70 com estudos sobre os impactos do trabalho na saúde. Walton (1973) propôs o modelo mais utilizado, com oito dimensões que envolvem remuneração justa, segurança, desenvolvimento, equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, integração social, relevância social, e respeito a direitos. Conclui-se que a QVT visa promover bem-estar dos colaboradores e melhorar o desempenho nas organizações.

Metodologia

Este estudo utilizou o método qualitativo, para obter uma compreensão rica e detalhada, sobre a QVT dos profissionais da área de Recursos Humanos no Campo das Vertentes/MG. Quanto ao método, esta pesquisa é descritiva, pois buscou descrever as características dos profissionais de Recursos Humanos, mediante entrevistas semiestruturadas, para explorar as experiências, percepções e vivências desses profissionais em relação à qualidade de vida no trabalho, baseado no modelo de Walton, na fase de pesquisa de campo. As informações obtidas foram tratadas por meio de técnica de análise de conteúdo.

Análise dos Resultados

A análise dos dados para o resultado da pesquisa foi realizada com base nas oito categorias propostas por Walton para a QVT. A amostra foi composta por nove profissionais da área de Recursos Humanos, atuantes na respectiva região. A maioria é do sexo feminino, com idade média de 33 anos, e tempo médio de empresa de cinco anos. Quase todos estão contratados sob o regime CLT, com carga horária semanal de 44 horas. Observou-se um nível elevado de escolaridade, com predominância de graduação completa e pós-graduação. Observou-se ainda que apenas dois dos entrevistados possuem filhos.

Conclusão

Os resultados desta pesquisa indicam que, apesar das dificuldades enfrentadas no cotidiano de trabalho referente a remuneração, desenvolvimento de carreira, trabalho e espaço total de vida e condições de trabalho que afetam sua qualidade de vida, os profissionais de recursos humanos do Campo das Vertentes valorizam os aspectos positivos relacionados a oportunidade de utilização e desenvolvimento das capacidades humanas, ao clima organizacional saudável, ao respeito aos direitos trabalhistas e sentido de propósito no trabalho.

Contribuição / Impacto

A pesquisa contribui ao ampliar o debate sobre a QVT a partir da perspectiva dos profissionais de Recursos Humanos, que frequentemente têm suas próprias necessidades negligenciadas pelas organizações. Os resultados revelam desafios como ausência de plano de carreira, dificuldades para conciliar vida pessoal e profissional, baixa remuneração e condições inadequadas de saúde e segurança. Esses achados oferecem subsídios relevantes para a formulação de práticas de gestão mais humanizadas, pautadas em escutas mais sensíveis e ações efetivas de valorização do capital humano interno ao próprio RH.

Referências Bibliográficas

BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1977
GIL, Antônio. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 3. São Paulo: Atlas, v. 201, 2010.
LIMONGI-FRANÇA, A. C. Qualidade de vida no trabalho: conceitos e práticas nas empresas da sociedade pós-industrial. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2012.
SAUER, G. C.; SPIENDLER, S. Y. R. Da qualidade de vida à qualidade de vida no trabalho: um resgate histórico e prático. Revista de Psicologia da IMED, v. 6, n. 2, 2014.
WALTON, Richard E. Quality of working life: what is it?. Sloan Management Review (pre-1986), v. 15, n. 1, p. 11, 1973.

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