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Anais

Resumo do trabalho

Administração Pública · Governança, Ação Pública e Políticas Públicas

Título

SEGURANÇA GLOBAL, LOGÍSTICA E PRODUÇÃO EM MERCADOS INTERNACIONAIS

Palavras-chave

Segurança global Logística Produção industrial
Agradecimento: Agradeço à equipe organizadora do SemeAD 2025 pelo compromisso acadêmico, pelo incentivo à produção científica de qualidade e pela oportunidade de integrar este importante espaço de reflexão sobre temas contemporâneos. Eventos como este fortalecem a pesquisa aplicada, promovem o diálogo entre diferentes áreas do conhecimento e contribuem para a formação de redes acadêmicas e profissionais que impulsionam a inovação e o desenvolvimento no campo da Administração Pública, da Teoria Econômica e da questão política que o cerca.

Autores

  • Wanderson dos Reis Lapa
    UNIVERSIDADE JOSÉ DO ROSÁRIO VELLANO (UNIFENAS)
  • Lucas Couto Moreira
    UNIVERSIDADE JOSÉ DO ROSÁRIO VELLANO (UNIFENAS)
  • Érika Loureiro Borba
    UNIVERSIDADE JOSÉ DO ROSÁRIO VELLANO (UNIFENAS)
  • Sandra de Souza Alves
  • ANA MARIA SANTANA DO AMARAL
    UNIVERSIDADE JOSÉ DO ROSÁRIO VELLANO (UNIFENAS)

Resumo

Introdução

A globalização intensificou a integração produtiva mundial, mas expôs fragilidades diante de pandemias, guerras e flutuações monetárias. Este estudo analisa como reorganizar cadeias produtivas globais para garantir segurança, resiliência e sustentabilidade. A partir de abordagem interdisciplinar, investiga vulnerabilidades, alternativas logísticas e impactos da centralização produtiva, destacando o papel dos países emergentes na construção de um novo paradigma de segurança global.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Este estudo parte da seguinte questão: como os sistemas produtivos globais podem ser reorganizados para garantir maior segurança, resiliência e sustentabilidade diante das crises contemporâneas? O objetivo geral é analisar os desafios e estratégias de reconfiguração das cadeias produtivas globais, com ênfase nos aspectos logísticos, industriais, alimentares, energéticos e monetários, destacando o papel dos países emergentes na construção de um novo paradigma de segurança global.

Fundamentação Teórica

A análise apoia-se em autores como Yossi Sheffi (resiliência logística), Ha-Joon Chang (desenvolvimento industrial em países emergentes), Joseph Stiglitz (instabilidade cambial), Daniel Yergin (segurança energética) e Celso Amorim (diplomacia econômica brasileira). O estudo também dialoga com relatórios da OCDE, FMI, FAO e ANTAQ, articulando geopolítica, economia internacional, sustentabilidade e logística como eixos para compreender a reconfiguração das cadeias produtivas globais.

Discussão

A análise revelou que a centralização produtiva expõe os países a riscos severos em cenários de crise. A descentralização, aliada à inovação logística e ao uso estratégico de moedas alternativas, surge como resposta viável à insegurança sistêmica. Países emergentes como o Brasil podem exercer papel de protagonismo, desde que superem entraves estruturais. A reconfiguração das cadeias produtivas exige ação coordenada entre Estados, empresas e blocos regionais para garantir soberania e resiliência econômica.

Conclusão

A segurança produtiva, energética, alimentar e monetária depende de uma abordagem integrada e resiliente. A descentralização industrial, a inovação tecnológica e a diversificação logística são estratégias essenciais frente às crises contemporâneas. Países emergentes, como o Brasil, podem liderar esse novo paradigma, desde que promovam reformas estruturais e cooperação internacional. Conhecimento, sustentabilidade e soberania compartilhada serão eixos da nova ordem produtiva global.

Contribuição / Impacto

Este estudo contribui para o debate sobre segurança global ao integrar temas como produção, logística, energia e soberania monetária sob uma abordagem interdisciplinar. Ao analisar vulnerabilidades sistêmicas e estratégias de resiliência, oferece subsídios teóricos e práticos para formuladores de políticas públicas e gestores. Destaca ainda o papel estratégico do Brasil e dos países emergentes na construção de cadeias produtivas mais sustentáveis, descentralizadas e integradas.

Referências Bibliográficas

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