Anais
Resumo do trabalho
Gestão de Pessoas · Políticas, Modelos e Práticas de gestão de pessoas
Título
Maturidade de sucessão no Brasil: uma análise comparativa (2020-2024)
Palavras-chave
Sucessão
Maturidade de sucessão
Processo sucessório
Autores
-
Rodrigo LamussiFundação Instituto de Administração - FIA
Resumo
Introdução
Embora a manutenção da competitividade represente desafio constante, exigindo profissionais preparados para o cenário atual e futuro, as organizações ainda enfrentam dificuldades. A relevância do tema tem se mostrado crescente devido à conscientização de um processo sucessório estruturado facilitar a longevidade organizacional. Contudo, estudos sugerem que o tema permanece inexplorado em profundidade tanto na academia quanto nas organizações (Dutra et al., 2020; Simkhada, 2023; Hasan; Chowdhury, 2023; Bernardes; Ferreira, 2023; Pollnow et al, 2023; Fonseca; Fernandes; Vaz, 2025).
Problema de Pesquisa e Objetivo
Considerando os desafios e a relevância as organizações e academia vêm destinando ao tema sucessão, a questão que guiou a presente pesquisa foi “Houve evolução da maturidade do processo sucessório nos últimos cinco anos no Brasil?”. Como objetivo, definiu-se avaliar a evolução dos níveis de maturidade de sucessão nas empresas atuantes no Brasil nos últimos cinco anos. Como base de comparação, foi utilizado o trabalho de Dutra (2020), no qual foi cunhada a escala de maturidade utilizada nesta pesquisa, bem como avaliado o estágio do processo sucessório de empresas atuantes no Brasil.
Fundamentação Teórica
O planejamento de sucessão, crucial na sustentabilidade organizacional tem se consolidado como um processo flexível e fluido, que auxilia na continuidade da liderança e considera cenário e contexto futuros. Nas empresas, o processo funciona de forma estável desde o estabelecimento dos principais frameworks. O momento em que as empresas se encontram do ponto de vista da estruturação do processo sucessório pode ser dividido em três estágios, de acordo com premissa, objetivo, abrangência, entre outros fatores (Groves, 2007; Dutra (2010); Ohtsuki, 2013; Rothwell, 2015; Tabara, 2024).
Metodologia
A pesquisa é um recorte da avaliação de como ocorrem os processos de desenvolvimento de pessoas em empresas de diferentes níveis de maturidade de sucessão. A amostra se estabeleceu pela rede do autor, sendo disseminada para mais respondentes. A escala de sucessão estabelecida por Dutra (2020) foi utilizada neste artigo para identificar o nível de maturidade de sucessão das empresas pesquisadas. Para análise comparativa dos dados foram utilizadas técnicas de estatística descritiva, teste qui-quadrado e cálculo de resíduos padronizados.
Análise dos Resultados
A amostra de 156 respostas mostrou maior concentração de empresas no nível 1 de maturidade, indo ao encontro dos achados de Dutra (2020). Tais resultados, quando comparados, mostram que empresas atuantes no Brasil não apresentaram tendência de evolução nos últimos cinco anos. Ao contrário, os dados mostram que, percentualmente, mais empresas estão trabalhando seus processos sucessório de maneira reativa, como também observado por Lamussi (2024).
Conclusão
O processo de planejamento e gestão da sucessão, contínuo e estratégico, visa garantir a continuidade da liderança organizacional, mantendo sua competitividade e continuidade, criando uma ponte entre o presente o futuro da organização (Lamussi, 2024). A pesquisa mostrou não haver aparente evolução à observância das concentrações nos diferentes estágios de maturidade, atingindo seu objetivo. Os achados reforçam a importância da revisão de processos sucessórios e aponta potenciais fatores de influência em relação ao contexto às diferentes realidades organizacionais.
Contribuição / Impacto
inda que possua limitações, a pesquisa mostra-se relevante e possui potencial contribuição para a literatura e prática ao colocar luz sobre o tema de maturidade de sucessão, e analisar sua evolução no período. Como estudos futuros, recomenda-se a replicação do estudo em uma amostra mais ampla, a busca pela comparação entre as empresas respondentes da pesquisa de Dutra (2020), e a busca por novas escalas de maturidade de sucessão.
Referências Bibliográficas
Al Hajri (2024); Allio (2003); Amarakoon; Colley (2022); Ardigo; Cunha; Silva (2022); Bernardes; Ferreira (2023); Cooper; Schindler (2016); Dutra (2010); Dutra; Dutra (2016); Dutra et al. (2020); Dutra (2020); Fennessey (2015); Fernandes (2013); Ferreira (2015); Fonseca; Fernandes; Vaz (2025); Gjerde; Alvesson (2020); Groves (2007); Hair et al. (2019); Hasan; Chowdhury (2023); Lamussi (2024); Ohtsuki (2013); Pollnow et al. (2023); Rothwell (2015); Silvério; Menezes (2021); Simkhada (2023); Sweeney; Williams; Anderson (2013); Tabachnick; Fidell (2013); Tabara (2024); Twenge (2023); Vukić (2024)