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Resumo do trabalho

Empreendedorismo · A figura do Empreendedor: Perfil, Personalidade, Comportamento e Competências

Título

DESAFIOS IDENTITÁRIOS DE MULHERES EMPREENDEDORAS EM ACELERADORAS DE STARTUPS: O fenômeno do impostor e a construção da autoeficácia

Palavras-chave

Empreendedorismo Feminino Fenômeno do Impostor Aceleradora de Startups

Autores

  • Vanessa Soares Camargo
    ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS DE SÃO PAULO DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS
  • Tales Andreassi
    ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS DE SÃO PAULO (FGV-EAESP)

Resumo

Introdução

O empreendedorismo feminino em startups enfrenta desafios estruturais e simbólicos, agravados pelo fenômeno do impostor, que mina a autoeficácia e fragiliza a identidade empreendedora. Este estudo discute como impostorismo, identidade e autoeficácia se articulam na trajetória de mulheres fundadoras em aceleradoras, destacando a necessidade de integrar abordagens que considerem gênero, poder e redes de apoio para construir ecossistemas mais inclusivos.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Problema: “Como o fenômeno do impostor se articula com a construção da identidade empreendedora e a autoeficácia de mulheres fundadoras inseridas em aceleradoras de startups?” Objetivo: discutir, sob uma perspectiva teórica, a inter-relação entre o fenômeno do impostor, a identidade empreendedora e a autoeficácia de mulheres fundadoras em aceleradoras de startups, propondo perspectivas integradoras e delineando agendas futuras de pesquisa.

Fundamentação Teórica

O impostorismo mina a autoeficácia e fragiliza a identidade empreendedora feminina, sobretudo em aceleradoras marcadas por cultura masculina e alta exigência. A identidade empreendedora das mulheres se constrói sob tensões entre atributos esperados e normas de gênero, enquanto a autoeficácia é crucial para enfrentar desafios. Aceleradoras podem tanto promover apoio quanto perpetuar desigualdades, exigindo práticas inclusivas para legitimar múltiplas formas de liderança.

Discussão

Impostorismo, identidade empreendedora e autoeficácia se entrelaçam nas trajetórias de mulheres fundadoras, minando confiança e legitimidade em ambientes como aceleradoras. Redes de apoio, especialmente femininas, surgem como proteção, mas podem isolar se não integradas ao ecossistema. Transformar o cenário exige práticas institucionais inclusivas, redes interseccionais e fortalecimento da autoeficácia, redesenhando o empreendedorismo para a diversidade.

Conclusão

O impostorismo fragiliza a identidade e a autoeficácia de mulheres fundadoras em aceleradoras, refletindo dinâmicas de gênero e poder. O artigo propõe integrar teoria e prática para criar ecossistemas mais inclusivos, com redes de apoio fortes e intervenções institucionais. Transformar o empreendedorismo feminino exige cultura organizacional sensível e políticas que legitimem múltiplas formas de liderança.

Contribuição / Impacto

O artigo contribui ao integrar fenômeno do impostor, identidade empreendedora e autoeficácia, revelando-os como dimensões interligadas no contexto das aceleradoras. Oferece um modelo teórico inovador e propõe práticas institucionais inclusivas, como mentoria sensível ao gênero e redes de apoio, visando transformar aceleradoras em espaços que legitimem lideranças femininas e promovam inovação sustentável.

Referências Bibliográficas

As referências deste artigo reúnem estudos clássicos e contemporâneos sobre impostorismo, identidade empreendedora, autoeficácia e gênero. Autores como Ahl, Bandura, Brush e Welter embasam discussões sobre desafios das mulheres em ecossistemas de startups, oferecendo fundamentos teóricos e análises críticas que articulam psicologia, práticas institucionais e dinâmicas de poder, consolidando o aporte multidisciplinar da pesquisa.

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