Anais
Resumo do trabalho
Estudos Organizacionais · Epistemologias e Ontologias em Estudos Organizacionais
Título
O PROGRAMA PARCEIROS DA ESCOLA E O PROCESSO DE NEOLIBERALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO
Palavras-chave
Educação
Neoliberalismo
Programa Parceiros da Escola
Agradecimento:
Agradecimentos à CNPq e ao Programa de Pós-Graduação-UEL
Autores
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DOUGLAS WELLINSON SECCOUNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA (UEL)
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Paulo Marcelo Ferrarese PeginoUNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA (UEL)
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Tales Leon Biazão SanchesUNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA (UEL)
Resumo
Introdução
O Programa Parceiros da Escola, proposto no Estado do Paraná, promove a privatização parcial da gestão escolar, inserindo a lógica de mercado no ensino público. O presente estudo investiga o projeto como estratégia de expansão neoliberal, subordinando a função social da escola a interesses econômicos e mercadológicos. A proposta dessa política pública articula discursos de eficiência e meritocracia, semelhando à lógica neoliberal, desconsiderando desigualdades estruturais e enfraquecendo a educação enquanto direito social e instrumento de cidadania.
Problema de Pesquisa e Objetivo
Como o Programa Parceiros da Escola expressa e reforça a lógica neoliberal na gestão educacional pública? O objetivo é analisar as implicações dessa proposta na estrutura educacional paranaense e suas relações com o processo de neoliberalização social. Busca-se compreender como políticas de privatização escolar impactam a função social da escola, submetendo-a a lógicas concorrenciais e produtivistas, a partir das contribuições teóricas de Dardot, Laval e Harvey.
Fundamentação Teórica
A pesquisa se fundamenta nos conceitos de neoliberalismo e governamentalidade de Dardot e Laval (2016) e no processo de neoliberalização discutido por Harvey (2008). Aborda-se a privatização da gestão escolar como estratégia de captura da subjetividade e reorganização social sob normas mercadológicas. Andrade (2019) contribui ao discutir a incompletude e variações do neoliberalismo, reforçando a leitura crítica sobre políticas públicas educacionais como instrumentos de reprodução das lógicas capitalistas. Além disso, as informações divulgadas pelo Governo do Estado do Paraná.
Discussão
O Programa Parceiros da Escola exemplifica a transferência de atribuições públicas à iniciativa privada, instaurando critérios de produtividade e rentabilidade no ambiente escolar. Esse modelo promove a individualização da responsabilidade pelo sucesso e fracasso, desconsiderando desigualdades sociais e estruturais existentes na sociedade. A consulta pública revelou resistência popular, mas a insistência governamental evidencia o caráter normativo do neoliberalismo e sua capacidade de se impor como razão dominante nas políticas públicas.
Conclusão
É possível concluir que a pesquisa demonstra que o Programa Parceiros da Escola representa a aplicação da lógica neoliberal no ensino público, mercantilizando a gestão escolar e subjugando sua função social à racionalidade econômica. As resistências indicam a urgência de problematizar essas reformas e defender a escola como espaço público de formação cidadã. O avanço da privatização na educação paranaense reforça um Estado neoliberal, onde a gestão escolar opera pela lógica de mercado, intensificando desigualdades e precarizando o ensino.
Contribuição / Impacto
Este estudo contribui ao problematizar o avanço da ideologia neoliberal sobre a educação pública, revelando como políticas de privatização escolar reproduzem lógicas capitalistas e moldam subjetividades, oferecendo subsídios teóricos e críticos para educadores e pesquisadores refletirem sobre os riscos da mercantilização do ensino e os desafios de defesa de uma escola pública democrática, inclusiva e comprometida com a formação cidadã e a equidade social.
Referências Bibliográficas
DARDOT, P.; LAVAL, C. (2016), HARVEY, D. (2008), LAVAL, C. (2019), ANDRADE, D. (2019), FARO; ALLEGRETTI (2024), SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DO PARANÁ (2024), AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS (2024), GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ (2024), INEP (2024), SANTOS, M. (2024).