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Anais

Resumo do trabalho

Estratégia em Organizações · Abordagens sociais, cognitivas e comportamentais em Estratégia

Título

Entre o Planejado e o Imprevisto: Uma Revisão Sistemática sobre o Improviso nas Organizações

Palavras-chave

Improviso Organização Estratégia

Autores

  • Vanessa Serafim
    UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ (UFPR)
  • Marcos Vinícius Pereira Correa
    UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ (UFPR)

Resumo

Introdução

A realidade das organizações revela que a estratégia nem sempre nasce de um plano deliberado, mas de ações que se consolidam, gerando a estratégia emergente.
A improvisação surge como uma resposta criativa e adaptativa nesse cenário, especialmente em organizações sem planejamento formal ou que não o seguem rigidamente.
A pesquisa, qualitativa e baseada em revisão sistemática na Scopus dos últimos dez anos, utilizou o software R-Biblioshiny. A análise revelou a expansão e o crescente interesse global no tema, ressaltando sua relevância e aplicações práticas.

Problema de Pesquisa e Objetivo

O objetivo deste estudo foi analisar como a improvisação organizacional tem sido conceituada na literatura científica e identificar tendências emergentes associadas ao tema, como criatividade, inovação e adaptação em contextos organizacionais. A fim de responder a seguinte pergunta de pesquisa, como a improvisação organizacional tem sido conceituada e analisada na literatura acadêmica em administração e quais são as principais abordagens teóricas, práticas associadas e tendências emergentes que vêm delineando esse campo de investigação?

Fundamentação Teórica

A estratégia organizacional pode ser deliberada ou emergente, manifestando-se nas ações cotidianas e na adaptação a imprevistos. A estratégia emergente, ligada à escola de aprendizado de Mintzberg, exige respostas ágeis a demandas inesperadas.
A ideia de improviso tem origem no campo artístico, especialmente no jazz, no teatro e em performances musicais. A improvisação organizacional surge como resposta criativa em ambientes complexos, crucial para inovação e resiliência. Originária da arte, não é aleatória, mas baseada em comunicação e regras.

Discussão

Este estudo aprofundou a conceituação do improviso organizacional, revelando sua expansão para além das metáforas artísticas. Demonstrou-se que o improviso é uma capacidade vital para lidar com incerteza e crise, promovendo inovação, criatividade e adaptação. A RSL confirmou o crescente interesse no fenômeno, com número crescente de pesquisas sob o tema e pelos novos conceitos associados ao tema.

Conclusão

A complexidade organizacional impulsiona o interesse dos gestores pelo improviso como estratégia para agilidade e flexibilidade. A literatura recente o aponta o improviso como um aprendizado que pode ser adquiro e que leve a inovação, empreendedorismo, gestão de crises e adaptação, oferecendo soluções assertivas. Limitações incluem o uso exclusivo da base Scopus e o período de dez anos. Futuras pesquisas poderiam explorar o improviso em setores específicos e no cenário brasileiro, com seu "jeitinho" peculiar de resolução de problemas.

Contribuição / Impacto

Este estudo buscou analisar como a improvisação organizacional tem sido conceituada na literatura científica e identificar tendências emergentes associadas ao tema. A compreensão do improviso abordada neste estudo contribui teoricamente ao evidenciar que o conceito desse campo vem se expandindo, trazendo novas tendências emergentes, como a inovação, criatividade, a aprendizagem e adaptação organizacional.

Referências Bibliográficas

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Eisenhardt, K. M. (1997). Strategic Decisions and All That Jazz. Business Strategy Review, 8(3), 1–3.

Hadida, A. L. & Tarvainen, W. (2015). Organizational Improvisation: A Consolidating Review and Framework. International Journal of Management Reviews, 17(4), 437–459.

Mintzberg H. (1993) The pitfalls of strategic planning. California Management Review, 36 (1), 32-47

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