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Anais

Resumo do trabalho

Administração Pública · Relação Governo-Sociedade: Transparência, Accountability e Participação

Título

MODELO DE GOVERNANÇA NA PERSPECTIVA DA CIDADE INTELIGENTE: um estudo das relações antecedentes, mediadoras e consequentes

Palavras-chave

Modelo Governança Cidades Inteligentes

Autores

  • Luiz Antonio Félix Júnior
    UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA (UFPB)
  • Luciana Gondim de Almeida Guimarães
    UNIVERSIDADE POTIGUAR (UNP)
  • Cristine Hermann Nodari
    UNIVERSIDADE FEEVALE (FEEVALE)
  • Eliana Andrea Severo
    UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO (UFPE)
  • Walid Abbas El-Aouar
    UNIVERSIDADE POTIGUAR (UNP)

Resumo

Introdução

Muitas cidades ao redor do mundo estão enfrentando imensa pressão devido às aceleradas taxas de crescimento nos níveis da população urbana. Logo, o desenvolvimento de estratégias para a formação de cidades inteligentes surge como um caminho para mitigar problemas oriundos desse crescimento e a busca por maior qualidade de vida, sendo a governança inteligente uma necessidade básica e principal para a existência de uma cidade inteligente (Gil-Garcia, 2012; Wijs et al., 2016; Scholl & Alawadhi, 2016; Palomo-Navarro & Navio-Marco, 2018).

Problema de Pesquisa e Objetivo

O Brasil demonstra intenções no desenvolvimento de iniciativas inteligentes nas cidades, mas também evidenciam a fragilidade da governança nas cidades brasileiras, o que denota a necessidade de mais pesquisas sobre esse tópico no Brasil. Posto isto, surge como objetivo de pesquisa a proposição de um modelo de governança na perspectiva da cidade inteligente no contexto brasileiro.

Fundamentação Teórica

Apenas na literatura mais recente a governança ganhou importância nas discussões (Glasmeier & Nebiolo, 2016), apesar de este ser um elemento-chave, fator transversal que pode orquestrar e integrar algumas ou todas as outras características inteligentes das cidades (European Parliament, 2014). Ressalta-se que a governança aqui estudada envolve diversos atores no seu desenvolvimento, mas preza por uma vertente centrada no cidadão, pois, de acordo com Reforgiato Recupero et al. (2016), os cidadãos são o coração de uma cidade e os principais atores em uma infinidade de desafios urbanos.

Metodologia

Foi realizado o desenvolvida da escala com 46 variáveis, validada a partir de uma amostra de 401 respondentes de todas as regiões do Brasil utilizando os Softwares IBM SPSS Statistics® e Amos®, sendo adotada a Análise Fatorial Confirmatória (AFC), como o primeiro passo para a Modelagem de Equações Estruturais (MEE). Com um modelo de mensuração satisfatório foi obtido o segundo passo da MEE que é o teste da teoria estrutural, representado pelas relações entre construtos que são descritas teoricamente pelas hipóteses de pesquisa.

Análise dos Resultados

O modelo final proposto indica que a transparência, o engajamento e a capacitação do cidadão e o processo de comunicação são elementos antecedentes da governança da cidade inteligente. O elemento tecnologia da informação e comunicação e a participação e parceria são elementos intermediadores e facilitam o desenvolvimento da governança inteligente. Já os consequentes da implementação de uma governança inteligente tem-se um governo capaz de uma maior interação e centralidade no cidadão, o cidadão mais incluído e qualificado nas decisões da cidade e um governo mais efetivo nas ações.

Conclusão

Por fim, uma proposta de cidade inteligente por meio de mecanismos que trazem todos os atores sociais para o alcance do objetivo comum que é o desenvolvimento de uma cidade mais inclusiva e participativa foi feita. Trazendo luz ao desenvolvimento de políticas e estratégias da gestão pública mais justas e de interesse comum à sociedade, resultando em políticas públicas adequadas e direcionadas aos anseios da sociedade.

Contribuição / Impacto

A contribuição teórica, está na definição dos elementos que circundam o desenvolvimento da governança inteligente (GI), construindo teoricamente os elementos antecedentes e consequentes da GI, conflitando com as considerações de especialistas brasileiros em cidades inteligentes e apresentando resultados quantitativos por meio da validação do modelo estrutural proposto. Gerencialmente, o desenvolvimento do framework e uma escala de mensuração para representar todos os construtos, com a exposição de pontos a serem observados para o desenvolvimento da governança em cidades inteligentes no Brasil.

Referências Bibliográficas

Nesti, G. (2020). Defining and assessing the transformational nature of smart city governance: Insights from four European cases. International Review of Administrative Sciences, 86(1), 20–37.
Berrone, P., & Ricart, J. E. (2024). IESE Cities in Motion Index 2024. IESE Business School. Recuperado em 10 de janeiro de 2025, de https://www.iese.edu/media/research/pdfs/ST-0649-E
Bolívar, M. P. R. (2018). Creative citizenship: The new wave for collaborative environments in smart cities. Academia Revista Latinoamericana de Administración, 31(1), 277–302.

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