Anais
Resumo do trabalho
Marketing · Comportamento do Consumidor
Título
O FETICHISMO DA MERCADORIA E SUA INFLUÊNCIA NO COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR EM SHOPPING CENTERS DE FORTALEZA/CE: uma análise pós pandemia utilizando modelagem de equações estruturais
Palavras-chave
Fetichismo da Mercadoria
Comportamento do Consumidor
Shopping Centers
Autores
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INACIO FERREIRA FAÇANHA NETOUNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO (UEMA)
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Josanne Cristina Ribeiro Ferreira FaçanhaUNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO (UEMA)
Resumo
Introdução
O estudo analisa como o fetichismo da mercadoria influencia o comportamento de consumidores em shopping centers de Fortaleza no pós-pandemia. Adota abordagem quantitativa via PLS-SEM, destacando o papel simbólico e experiencial das mercadorias (Marx, 1867/1996; Harvey, 2015) e estratégias de marketing (Kotler & Keller, 2006). Ressalta relevância teórica ao aplicar conceitos marxistas ao marketing e relevância prática para gestores e investidores no mercado nordestino, considerando mudanças pós-COVID-19 no consumo.
Problema de Pesquisa e Objetivo
A questão central que orienta esta investigação pode ser formulada da seguinte forma: "De que maneira o fetichismo da mercadoria se manifesta e influencia o comportamento dos consumidores nos shopping centers de Fortaleza/CE, especialmente considerando o contexto pós-pandemia?
Este estudo investiga como o fetichismo da mercadoria, conceito marxista fundamental, manifesta-se e influencia o comportamento dos consumidores nos shopping centers de Fortaleza/CE no contexto pós-pandemia.
Este estudo investiga como o fetichismo da mercadoria, conceito marxista fundamental, manifesta-se e influencia o comportamento dos consumidores nos shopping centers de Fortaleza/CE no contexto pós-pandemia.
Fundamentação Teórica
A fundamentação estrutura-se em quatro pilares: fetichismo da mercadoria (Marx, 1867), comportamento do consumidor (Solomon, 2008), dinâmicas dos shopping centers (Padilha, 2006) e PLS-SEM como método (Hair Jr. et al., 2021). Analisa-se o fetichismo como atribuição de valor simbólico às mercadorias, intensificado em shoppings como “catedrais do consumo”. Integra teorias críticas, consumo experiencial e a economia da experiência, oferecendo base sólida para investigar empiricamente como o consumo é influenciado em shoppings de Fortaleza no pós-pandemia.
Metodologia
Estudo descritivo e exploratório, quantitativo com apoio qualitativo (Creswell, 2010), analisa a relação entre fetichismo da mercadoria e comportamento do consumidor em shoppings de Fortaleza, usando PLS-SEM (Hair Jr. et al., 2018). Foram aplicados 384 questionários estruturados, validados e coletados presencialmente e online, com escalas validadas (Likert de 7 pontos). A análise utilizou SPSS e SmartPLS 4.0, verificando confiabilidade, validade e significância estatística via bootstrapping, com mediação e moderação testadas.
Análise dos Resultados
Com 384 respondentes, predominância feminina (63,3%) e média de 35 anos, o estudo revelou nível moderado de fetichismo (M=3,95) e comportamento de compra ativo (M=4,24). O fetichismo mostrou correlação positiva com comportamento de compra (r=0,536), confirmado no modelo PLS-SEM (β=0,327; p<0,001), mediado por estratégias de marketing (β=0,194). Mulheres, jovens e pessoas de maior renda apresentaram maior percepção do fetichismo. O modelo teve relevância preditiva (Q²=0,341), indicando persistência de consumo simbólico pós-pandemia.
Conclusão
O estudo confirma a relevância do fetichismo da mercadoria (β=0,327; p<0,001) no consumo pós-pandemia, integrando teoria marxista ao comportamento do consumidor via PLS-SEM. Evidenciou o papel mediador do marketing e a influência de gênero, idade e renda. Para gestores, destaca estratégias simbólicas e experienciais. Limitações incluem amostragem não probabilística e recorte geográfico. Futuras pesquisas podem explorar e-commerce, análises longitudinais e aspectos culturais, consolidando a agenda crítica no consumo.
Contribuição / Impacto
A pesquisa contribui teoricamente para a compreensão da aplicação contemporânea de conceitos marxistas clássicos no marketing e oferece insights práticos para gestores de shopping centers sobre como as características ambientais e estratégias mercadológicas podem potencializar o efeito do fetichismo da mercadoria.
Referências Bibliográficas
Referências abrangem teorias críticas de Marx, Adorno, Debord e Bauman, aplicadas ao consumo, e bases metodológicas em PLS-SEM (Hair Jr. et al., Chin, Fornell & Larcker). Incluem conceitos de comportamento do consumidor (Solomon, Kotler & Keller), serviçoscape (Bitner) e economia da experiência (Pine & Gilmore). Estudos sobre shopping centers (Padilha, ABRASCE), pandemia e consumo (Sheth, Silva-Oliveira) e estatística aplicada (Cohen, Efron) fundamentam a pesquisa, garantindo rigor teórico e empírico.