Anais
Resumo do trabalho
Estratégia em Organizações · Estratégia Competitiva
Título
Transparência Corporativa: Evidências da Divulgação de Práticas Gerenciais nas Empresas Premiadas pelo Troféu ANEFAC 2023
Palavras-chave
Transparência
Controles Gerenciais
Divulgação
Autores
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Franciele do Prado DaciêUNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ (UEM)
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Alisson Machado Castilho PeresUNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ (UEM)
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Mara Cristina Piovesan CorteziaUNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ (UEM)
Resumo
Introdução
A transparência na divulgação de informações contábeis fortalece a confiança dos investidores e reduz a assimetria informacional. Este artigo investiga como empresas premiadas pelo Troféu ANEFAC promovem a divulgação das práticas gerenciais, a partir de aspectos que ultrapassam as exigências legais.
Problema de Pesquisa e Objetivo
O trabalho busca responder: quais evidências indicam um maior nível de divulgação de práticas de gestão nos demonstrativos contábeis das empresas indicadas ao Prêmio Transparência ANEFAC 2023? O objetivo é analisar essa divulgação, investigando se tais práticas ultrapassam as exigências legais e promovem transparência organizacional.
Fundamentação Teórica
A Teoria da Divulgação, fundamentada por Ball (2001), Dye (2001) e Verrechia (2001), sustenta que empresas compartilham informações voluntárias quando percebem benefícios. Estudos mostram que práticas gerenciais bem divulgadas atraem investidores, reduzem riscos e melhoram o desempenho organizacional. O modelo evolutivo da contabilidade gerencial (IFAC, 1998) guia a análise dos estágios de controle aplicados pelas empresas.
Metodologia
A pesquisa é descritiva, com abordagem qualitativa. O objeto de estudo são os Relatórios da Administração e Formulários de Referência das 10 empresas premiadas (Troféu ANEFAC) com receita acima de R$ 20 bilhões. Foi aplicada a análise de conteúdo a fim de identificar a divulgação de controles gerenciais, com base nos estágios evolutivos do modelo IMAP 1 (IFAC, 1998).
Análise dos Resultados
As empresas divulgam amplamente controles dos estágios 1 e 2. Porém, ferramentas dos estágios 3 e 4, como Kaizen e Balanced Scorecard, são pouco evidenciadas. Empresas líderes demonstram foco em inovação, preferindo práticas próprias à benchmarking. Apesar de altos níveis de governança, as empresas ainda revelam limitações na transparência sobre práticas gerenciais modernas. Esse fator limita o potencial comunicacional e estratégico dos relatórios, restringindo a visão holística do desempenho organizacional, especialmente no que tange à geração de valor e sustentabilidade.
Conclusão
Apesar do alto nível de governança, a divulgação de práticas dos últimos estágios evolutivos ainda é limitada. O estudo reforça o papel da divulgação voluntária na construção da credibilidade e aponta oportunidades para ampliar a transparência gerencial.
Contribuição / Impacto
A pesquisa contribui ao demonstrar que a adoção de ferramentas gerenciais, mesmo voluntária, fortalece a confiança do mercado. Contribui també para a literatura sobre contabilidade gerencial e propõe novas direções para pesquisas, especialmente sobre ESG e ferramentas modernas de controle como o BSC. Sugere melhorias no modelo de análise da ANEFAC e abre caminho para futuras investigações sobre ESG e Balanced Scorecard.
Referências Bibliográficas
Referências principais incluem autores como ANEFAC (2024), Ball (2001), IFAC (1998), Kaplan & Norton (1992), Verrechia (2001), além dos estudos empíricos analisados com enfoque em divulgação voluntária e contabilidade gerencial.