Logo

Anais

Resumo do trabalho

Estratégia em Organizações · Economia de Empresas, Instituições e Organização Industrial

Título

Teoria dos Stakeholders e Teoria dos Custos de Transação: convergências e divergências

Palavras-chave

Teoria dos Stakeholders Teoria dos Custos de Transação Criação de valor
Agradecimento: Beneficiário de auxílio financeiro da CAPES - Brasil
Beneficiário de licença com auxílio financeiro pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Campus Apucarana (UTFPR-PR)

Autores

  • Erica Marcela Pedrão Vasconcelos
    UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ (UEM)
  • Emily Dora Gois Ponce
    UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ (UEM)
  • Cleiciele Albuquerque Augusto
    UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ (UEM)

Resumo

Introdução

A Teoria dos Custos de Transação (TCT), formulada por Williamson (1985, 1996), propõe reduzir custos de transação coordenando eficientemente as relações da empresa (Williamson, 1985). Por sua vez, a Teoria dos Stakeholders (TS) traz um olhar para as transações da empresa com as suas partes interessadas e a compreende como um conjunto de relações entre os stakeholders, baseadas em confiança e moral (Jones, 1995). Dessa forma, a TS pode oferecer uma nova perspectiva para a TCT, ampliando suas relações e fronteiras e expandindo seus processos de geração de valor.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Identifica-se que a maioria dos trabalhos se concentra em aspectos isolados, sem fornecer uma análise do panorama de discussão das complementaridades e diferenças entre a TS e a TCT, gerando a seguinte questão de pesquisa: como se evidenciam as convergências e as divergências entre a TS e a TCT em trabalhos acadêmicos recentes? Logo, o objetivo deste estudo é compreender como se evidenciam as convergências e as divergências entre a Teoria dos Stakeholders e a Teoria dos Custos de Transação nos trabalhos científicos, publicados na Web of Science e SciELO, dos últimos cinco anos (2020-2024).

Fundamentação Teórica

A TS abrange as dimensões econômica, social e moral (Bridoux; Stoelhorst, 2022), por meio de perspectivas descritivas, instrumentais e normativas (Donaldson; Preston, 1995), discutindo como a criação de valor pode ser distribuída equilibradamente entre os stakeholders (Harrison et al., 2010). Por sua vez, a TCT é pautada nas transações e indica como incertezas, a frequência das transações e a especificidade de ativos influência a escolha de estruturas de governança que minimizem os custos de transação, diante do oportunismo e da racionalidade limitada (Williamson, 1985, 1996).

Discussão

Aspectos convergentes indicam que a governança informal, ao consolidar vínculos morais entre os stakeholders, configura-se como condição complementar para que as estruturas formais de governança atuem de maneira eficaz. Além disso, a criação de valor compartilhado entre os stakeholders depende do reconhecimento do comportamento oportunista. No entanto, divergências mostram que, enquanto a TCT concentra-se nas relações contratuais formais e nos mecanismos de sanção como instrumentos de controle, a TS incorpora aspectos morais como formas de regulação interna.

Conclusão

A principal limitação deste estudo foi o número restrito de bases de dados utilizadas, seguida da pouca quantidade de artigos com livre acesso. Dessa forma, pesquisas futuras podem explorar a complementaridade entre as duas teorias, aprofundando a compreensão de suas convergências conceituais. Nesse sentido, o presente estudo evidencia um conjunto de proposições teóricas aplicáveis, que orientarão as áreas em que as pesquisas futuras poderão aprofundar-se para equilibrar a relação entre stakeholders e gestão eficiente.

Contribuição / Impacto

Teoricamente, esta análise contribui com seis proposições que visam mapear o panorama das convergências e divergências entre a TS e a TCT, ampliando a compreensão dos mecanismos de governança formal e informal presentes nas relações organizacionais. No plano prático, o aprofundamento dessa discussão oferece subsídios a gestores e formuladores de políticas, favorecendo o equilíbrio entre governança ética e eficiência econômica. Assim, a consideração conjunta da TS e TCT permite o desenvolvimento de sistemas de governança mais robustos, aptos a mitigar riscos contratuais e reputacionais.

Referências Bibliográficas

FREEMAN, R. E. Strategic management: A stakeholder approach. Boston: Pitman Publishing Inc., 1984.
VALENTINOV, V.; IMAMI, D.; XHOXHI, O. Contract farming in transitional economies: a stakeholder theory perspective. International Food and Agribusiness Management Review, v. 27, issue 4, 2024.
VALENTINOV, V.; ROTH, S. Relationality in transaction cost economics and stakeholder theory: a new conceptual framework. Business Ethics, Env & Resp., 2024; 33:535–546.
WILLIAMSON, O. E. The economic institutions of capitalism. New York: Free Press, 1985.

Navegação

Anterior Próximo