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Anais

Resumo do trabalho

Empreendedorismo · A figura do Empreendedor: Perfil, Personalidade, Comportamento e Competências

Título

INTENÇÃO DE EMPREENDER: ANÁLISE DOS TRAÇOS DE PERSONALIDADE DE ALUNOS DE GRADUAÇÃO DO MUNICÍPIO DE SINOP-MT

Palavras-chave

Ensino Superior Intenção Empreendedora Big Five

Autores

  • BEATRIZ RODRIGUES
    UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO (UNEMAT)
  • Eliane Alves da Silva
    UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO (UNEMAT)
  • Raul Afonso Pommer Barbosa
    ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS DE SÃO PAULO (FGV-EAESP)

Resumo

Introdução

O empreendedorismo é amplamente conhecido como principal propulsor do desenvolvimento das economias, desempenhando papel estratégico na criação de empregos, inovação e na promoção do aumento da concorrência dos mercados. A partir da década de 1990, o Brasil observou um crescimento expressivo na procura de emprego por conta própria, manifestado pelas demissões e a entrada de jovens nas vagas formais. O Município de Sinop, situado no norte de Mato Grosso, tem se consolidado como um centro de empreendedorismo. Nesse contexto, a UNEMAT, destaca-se como centro de formação acadêmica na região.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Sendo assim, surge a seguinte questão de pesquisa: Os alunos de Graduação do Curso de Administração da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), no Campus de Sinop-MT, possuem intenção de empreender? Portanto, o objetivo deste artigo é analisar a intenção de empreender dos alunos de Graduação do Curso de Administração na Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), no Campus de Sinop-MT, utilizando o modelo de traços de personalidade Big Five.

Fundamentação Teórica

O modelo Big Five pode ser usado para analisar os traços de personalidades dos acadêmicos. Esse modelo engloba cinco grandes fatores de personalidade e traz essas cinco dimensões para análise: o neuroticismo, a extroversão, a amabilidade, e conscienciosidade e abertura à novas experiências. Dessa maneira, acredita-se que tais traços são universais, pois foram encontrados em culturas em todo o mundo e em diversos contextos socioeconômicos. Dessa maneira, acredita-se que tais traços são universais, pois foram encontrados em culturas em todo o mundo e em diversos contextos socioeconômicos.

Metodologia

Os dados foram coletados com o questionário de autorrelato breve do IGPF- 5, em pesquisa do tipo Survey com escala Likert de 5 pontos, aplicado aos em uma população de 305. Os alunos responderam as afirmativas fechadas por meio de base de dados eletrônica (117 alunos) ou de questionário físico (86 alunos), ou seja uma amostra de 66,5% da população. Todas as respostas foram tabulados na base de dados do Google Forms. Por fim, foram realizadas análises estatísticas, como o Teste t de Student por meio do Software SmartPLS.

Análise dos Resultados

Na avaliação do modelo estrutural, o coeficiente de determinação de Pearson (R²) calculado para a variável latente “intenção empreendedora” foi de 0,154, considerado com um efeito grande. Para Cohen (1988) um bom modelo possui um R² igual ou superior a 1. Foram calculados os coeficientes Alfa de Cronbach, cujos valores foram maiores que 0,700 e a Confiabilidade Composta (CR) com valores maiores que 0,500; ambos evidenciam a confiabilidade ótima do modelo. Para verificar a validade discriminante do modelo, foram analisados os Valores das Cargas Cruzadas, Critério de Fornell e Larcker (1981).

Conclusão

Os acadêmicos demonstram intenção de empreender, independente da faixa etária. Entretanto, quando a análise da amostra foi baseada no gênero, as alunas apresentaram níveis mais altos de conscienciosidade, caraterística associada à organização, responsabilidade e persistência. Além disso, apresentaram índices maiores de neuroticismo, representando uma maior sensibilidade emocional e ansiedade frente aos desafios. Embora os homens e as mulheres possuam semelhante intenção de empreender, é necessária uma atenção na abordagem pedagógica sobre o tema e incentivando a formação empreendedora.

Contribuição / Impacto

Na prática, a pesquisa contribui para auxiliar a gestão pedagógica do Curso de Administração, ao sugerir a maneira de abordagem do tema empreendedorismo nas disciplinas. Ao compreender os perfis comportamentais dos acadêmicos, enfatizando a influência, especialmente, das 176 mulheres que integram o curso é possível adequar como o empreendedorismo é exposto nas salas de aula. Logo, essa abordagem contribuiria para o aprimoramento contínuo das estratégias pedagógicas e reforçaria o papel da universidade como agente formador de empreendedores preparados para os desafios presentes no mercado.

Referências Bibliográficas

BESUTTI, F.; ANGONESE, A. A influência da personalidade no desenvolvimento de competências empreendedoras. Revista de Administração e Negócios da Amazônia, v. 9, n. 2, p. 62–77, 2017; BARBOSA, R. A. P.; SILVA, E. A.; GONÇALVES, F. H. L.; MORAIS, F. R. O impacto da educação empreendedora na intenção de empreender: análise dos traços de personalidade. REGEPE Entrepreneurship and Small Business Journal, São Paulo, SP, v. 9, n. 1, p. 124–158, 2020.; HAIR, Jet al.. Multivariate Data Analysis. 7. ed. Upper Saddle River: Prentice Hall, 2009.

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