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Anais

Resumo do trabalho

Gestão da Inovação · Redes, Ecossistemas e Ambientes de Inovação

Título

RISCOS CORPORATIVOS EM ECOSSISTEMAS DE INOVAÇÃO ABERTA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA

Palavras-chave

Gestão de Riscos Corporativos Inovação Aberta Governança Interorganizacional
Agradecimento: O artigo é baseado em estudo apoiado por:

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq.

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES

Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária - FEAUSP.

Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP.

Fundação Instituto de Administração - FIA.

Universidade de São Paulo – USP.

Autores

  • CAXITO Fabiano A.
    Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo - FEA

Resumo

Introdução

A Gestão de Riscos Corporativos (GRC) e a inovação aberta destacam-se como pilares estratégicos em cenários empresariais dinâmicos e interdependentes. Enquanto a GRC busca mitigar incertezas e proteger ativos organizacionais, a inovação aberta desafia estruturas tradicionais ao promover o fluxo de conhecimento entre agentes externos. No entanto, a integração desses dois campos permanece pouco explorada, resultando em lacunas teóricas e práticas sobre como gerenciar riscos em ecossistemas colaborativos complexos e em constante transformação.

Problema de Pesquisa e Objetivo

Apesar da crescente adoção da inovação aberta e do reconhecimento da importância da GRC, a literatura carece de estudos que articulem de forma sistemática os riscos associados à colaboração interorganizacional. Este estudo busca responder: como a literatura acadêmica tem abordado a relação entre GRC e inovação aberta? O objetivo é realizar uma revisão sistemática da literatura para identificar e analisar estudos que explorem a interseção desses dois campos, oferecendo um panorama das principais abordagens, lacunas e tendências emergentes.

Fundamentação Teórica

A GRC tem evoluído de abordagens fragmentadas para frameworks integrados como COSO ERM (2004; 2017) e ISO 31000 (2009; 2018), focando na resiliência organizacional frente a riscos estratégicos e operacionais. Por outro lado, a inovação aberta, proposta por Chesbrough (2003), enfatiza fluxos de conhecimento além das fronteiras organizacionais, aumentando a complexidade na gestão de riscos (Bogers et al., 2019; Oliva et al., 2022). Estudos preliminares sugerem que práticas colaborativas expõem organizações a vulnerabilidades específicas, incluindo perda de conhecimento, lock-in com parceiros e f

Discussão

A análise revelou escassez de modelos consolidados que integrem GRC e inovação aberta. Frameworks como COSO ERM oferecem diretrizes para ambientes internos, mas se mostram insuficientes diante da fluidez dos ecossistemas colaborativos (Shad et al., 2019; Oliva et al., 2019). Os estudos apontam riscos ligados à transferência de conhecimento, dependência excessiva de parceiros e proteção de propriedade intelectual. Há consenso sobre incorporar governança, cultura de risco e tecnologias digitais para fortalecer a GRC em contextos de inovação aberta, mas faltam aplicações empíricas robustas.

Conclusão

A revisão sistemática evidencia a carência de integração teórica e metodológica entre GRC e inovação aberta. Embora existam avanços nos dois campos, poucos estudos exploram como práticas de GRC podem ser adaptadas para ambientes colaborativos. O artigo destaca a urgência de desenvolver frameworks híbridos que conciliem controle e flexibilidade, contribuindo para mitigar riscos em redes de inovação. Esse panorama reforça a importância de pesquisas futuras para preencher as lacunas identificadas e apoiar gestores na tomada de decisão em ecossistemas complexos.

Contribuição / Impacto

O estudo contribui ao consolidar o conhecimento sobre GRC e inovação aberta por meio de uma revisão sistemática baseada no protocolo PRISMA. Ao mapear abordagens existentes, tendências e lacunas, fornece uma base teórica robusta para novos estudos e práticas organizacionais. A análise serve como referência estratégica para pesquisadores e formuladores de políticas interessados em desenvolver frameworks inovadores, adaptados à realidade de ecossistemas colaborativos. Também incentiva práticas de gestão de riscos mais eficazes, resilientes e alinhadas aos desafios da economia globalizada

Referências Bibliográficas

Chesbrough (2003); Oliva (2016); Oliva et al. (2014; 2019; 2022); Albuquerque, Couto & Oliva (2019); Bogers et al. (2017; 2019); Dabic et al. (2023); COSO (2004; 2017); ISO 31000 (2009; 2018); Lu & Chesbrough (2022); Sanders & Hambrick (2007); Laursen & Salter (2006; 2014); Lee et al. (2010); Nunes & Abreu (2020); Shad et al. (2019); Mazzucato (2018); Boudreau & Lakhani (2009); Chaudhary et al. (2022); Konrad-Maerk (2023); Dahlander & Gann (2010); Mustafa & Adnan (2017).

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